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Obama vai anunciar reforma de atividades da NSA

Internacional|Do R7

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Por Steve Holland e Mark Hosenball

WASHINGTON, 17 Jan (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, vai anunciar nesta sexta-feira uma grande reforma no polêmico programa da Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA) que monitora grande quantidade de dados telefônicos de estrangeiros e norte-americanos, disse uma fonte graduada do governo norte-americano.

Em discurso às 14h (horário de Brasília) no Departamento de Justiça, Obama vai dizer que está ordenando uma transição que vai mudar de forma significativa o uso pela NSA do que ficou conhecido como programa de "metadados" de telefonemas.

A medida de Obama tem como objetivo restaurar a confiança nas práticas de inteligência dos Estados Unidos, e será anunciada após meses de revisão do programa pela Casa Branca, depois das revelações feitas pelo ex-prestador de serviço da NSA Edward Snowden.

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Num aceno aos defensores do direito à privacidade, Obama dirá que a partir de agora o governo deixará de acumular informações a respeito de chamadas telefônicas, o que deverá frustrar algumas autoridades de inteligência.

Além disso, ele ordenará medidas imediatas para "modificar o programa de modo que uma conclusão judicial seja exigida antes que consultemos um banco de dados", segundo a fonte, que revelou detalhes do discurso sob a condição de se manter no anonimato.

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Embora uma comissão consultiva do Executivo tenha recomendado que os dados sobre telecomunicações sejam conservados por terceiros, como as companhias telefônicas, Obama não apresentará uma proposta específica a respeito disso.

O presidente pediu ao seu secretário de Justiça, Eric Holder, e à comunidade de inteligência que lhe apresentem sugestões para a reforma antes de 28 de março, quando o programa precisa ser submetido a uma reautorização.

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O objetivo do governo é preservar a capacidade de vigilância da NSA, sem que o governo precise se apropriar de dados em volume bruto.

"Ao mesmo tempo, vamos consultar as comissões relevantes no Congresso para buscar suas opiniões", disse a fonte.

Em sua reforma, o Executivo tenta equilibrar as necessidades de proteção do país com uma resposta à indignação da opinião pública após as revelações feitas por Snowden sobre a abrangência da espionagem norte-americana.

Pessoas familiarizadas com as deliberações do governo dizem que Obama também deverá acatar outras reformas, como uma grande redução da espionagem contra líderes estrangeiros e a nomeação de um defensor público que atue junto à Corte de Vigilância da Inteligência Estrangeira, um tribunal secreto que concede autorizações para as atividades da NSA.

As revelações de Snowden sobre a espionagem dos EUA a líderes estrangeiros abalaram as relações de Washington com governos de aliados importantes, como Alemanha e Brasil. Por causa disso, a presidente Dilma Rousseff cancelou em 2013 uma visita de Estado que faria aos EUA.

(Reportagem adicional de Patricia Zengerle e Richard Cowan, e Noah Barkin, em Berlim)

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