Logo R7.com
RecordPlus

Obama vê dificuldades para retomar processo de paz palestino-israelense

Internacional|Do R7

  • Google News

Jerusalém, 14 mar (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou em entrevista divulgada nesta quinta-feira por uma televisão israelense que acredita ser "difícil atualmente" romper a paralisia no processo de paz palestino-israelense, congelado desde 2010. "Os israelenses estão formando seu novo governo e é pouco provável que algo aconteça antes que haja alguma estabilidade lá", declarou em uma entrevista ao "Canal 2" da televisão israelense, concedida por ocasião de sua primeira visita como presidente a Israel e Palestina, na próxima semana. Obama assinalou que o diálogo de paz é "complicado" e "difícil", mas continua sendo "o melhor e único caminho". "Como chegamos a essas conversas, se vão começar em breve ou se será preciso mais trabalho prévio no terreno, é parte do que explorarei quando estiver lá", disse em referência a sua visita, que acontecerá entre os dias 20 e 22 de março. "O que sei é que está profundamente no interesse tanto do povo israelense como do palestino resolver isto, em parte porque o entorno (o Oriente Médio) mudou drasticamente", comentou. Obama louvou o presidente palestino, Mahmoud Abbas, e seu primeiro-ministro, Salam Fayyad, por terem "mostrado continuamente seu compromisso com a não violência e o reconhecimento de Israel" e seu "trabalho excelente, que devemos apoiar, em manter a segurança na Cisjordânia". "Mas também há o Hamas em Gaza e isso obviamente gera uma situação caótica e o Hamas não foi capaz de ir à mesa a aceitar as condições que lhe permitiriam ser um membro sério nas negociações", declarou. Quanto a sua, em algumas ocasiões, tensa relação com o primeiro-ministro interino israelense, Benjamin Netanyahu, Obama assegurou que não visitou Israel durante sua primeira legislatura pelo tempo que requeria lidar com a desaceleração econômica em seu país e ressaltou que as "diferenças" entre ambos sempre foram políticas e nunca pessoais. "Bibi (nome de batismo de Netanyahu) e eu tivemos diferenças, mas as relações entre os dois países e seus povos são tão fortes que as diferenças de política, não pessoais, foram resolvidas", argumentou. "Sou muito sincero sobre meus pontos de vista e ele também (...) É também certo que este é um desses poucos momentos em que há um governo de centro-esquerda nos EUA ao mesmo tempo em que há um governo mais conservador em Israel (...) Isso talvez dificulte um pouco, não necessariamente entre eu e o primeiro-ministro, mas entre governos, sobre como abordar alguns assuntos", concluiu. EFE ap/rsd

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.