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OMS estima que 500 mil refugiados ucranianos na Polônia estejam abalados mentalmente

País recebeu pelo menos 2 milhões de pessoas, que cruzaram a fronteira após o início da guerra, em fevereiro

Internacional|Do R7

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Refugiados da guerra na Ucrânia em abrigo na Polônia
Refugiados da guerra na Ucrânia em abrigo na Polônia

A OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que 500 mil dos 2,1 milhões de refugiados da Ucrânia que partiram para a Polônia precisem de atendimento de saúde mental e que 30 mil deles apresentem doenças mentais graves. A informação foi divulgada, nesta terça-feira (22), pela representante da OMS Paloma Cuchi.

"O que mais vemos são refugiados que chegam à fronteira desidratados, descompensados, com problemas de saúde mental, uma forte carga emocional, e também casos de pessoas com febre, pneumonia ou diarreia", explicou a integrante da agência das Nações Unidas.

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Cuchi explicou que os refugiados mostram os sinais de viagens que em muitos casos duraram dias, nos quais passaram frio, estiveram mal alimentados, mal hidratados e enfrentaram más condições de higiene.

"Chegam depois de travessias muito difíceis e perigosas, as crianças viajaram por dois ou três dias e os idosos não tomaram remédios por dias, o que pode gerar complicações de diabetes e hipertensão, entre outras", afirmou a representante da OMS.

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Segundo Cuchi, dois terços dos refugiados na Polônia demonstraram a intenção de ficar no país devido à proximidade com a Ucrânia, para onde esperam voltar quando a situação permitir.

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A representante afirmou ainda que a OMS está esboçando cenários que poderiam envolver a chegada de um número massivo de pessoas ao território polonês ao mesmo tempo, caso a crise se agrave no território ucraniano.

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Isso resultaria em um aumento repentino da demanda de serviços essenciais de saúde e de medicamentos para doenças como Aids e tuberculose, além de outros voltados para o tratamento de doenças crônicas, detalhou Cuchi.

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