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ONU afirma que não recebeu testemunhos do uso de armas químicas em Homs

Internacional|Do R7

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Genebra, 25 jan (EFE).- Uma missão da ONU, integrada pelos diretores de suas principais agências humanitárias, que esteve nos últimos dias na Síria e pôde chegar aos principais focos do conflito, não recebeu nenhum testemunho direto sobre o uso de armas químicas, biológicas ou de gases tóxicos. "Quando visitamos Homs - em cujos arredores a oposição síria denunciou que o regime de Bashar al Assad utilizou em dezembro substâncias químicas contra os civis - ninguém mencionou esta questão", assegurou o diretor de Programas de Emergência do Unicef, Ted Chaiban. Chaiban, que participou da missão da ONU que concluiu na terça-feira passada e durou quatro dias, assinalou que em seus encontros com os moradores de Homs recolheram testemunhos sobre "os bombardeios, sobre a falta de água e de serviços de saneamento, mas não sobre esse tipo de armamento (químico)". Um porta-voz da Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou que seus representantes na missão também não receberam denúncias dessa natureza. Essa missão foi a primeira formada por responsáveis humanitários da ONU - diretamente envolvidos na coordenação da ajuda de emergência que se destina à Síria - que pôde visitar este país após obter autorização do Governo. "O que vimos na Síria é um país cuja infraestrutura foi sistematicamente destruída, com famílias de 25 membros que vivem em um quarto com uma mínima quantidade de roupas, a baixas temperaturas e onde conseguir alimentos, água e remédios é algo pelo qual se tem que lutar todos os dias", comentou Chaiban. "Muitas famílias com as quais conversamos estão preocupadas com a educação porque querem ver um futuro para seus filhos", acrescentou o representante do Unicef. No entanto, o acesso à educação está gravemente limitado, porque "uma de cada quatro escolas na Síria está danificada, destruída ou é utilizada como refúgio para os deslocados". Durante sua visita à Síria, os diretores da ONU se encontraram com representantes do Governo e lhes pediram maiores facilidades para o acesso humanitário às vítimas do conflito. EFE is/ma

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