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ONU lembra à Nigéria que venda de jovens sequestradas seria crime contra a humanidade

Boko Haram ameaça vender mais de 200 estudantes no norte do país

Internacional|Do R7

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Abubakar Shekau reivindicou o sequestro e prometeu tratar as jovens como "escravas", "vendê-las" e "casá-las" à força
Abubakar Shekau reivindicou o sequestro e prometeu tratar as jovens como "escravas", "vendê-las" e "casá-las" à força

A alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, lembrou nesta terça-feira (6) que escravizar e abusar sexualmente de pessoas pode constituir crime contra a humanidade, em referência ao sequestro de mais de 200 meninas na Nigéria pelas mãos da milícia radical islâmica Boko Haram. 

"Alertamos os responsáveis (pelo sequestro) que a lei internacional proíbe totalmente a escravidão e a escravidão sexual. Esses atos podem constituir, em alguns casos, crimes contra a humanidade", afirmou Pillay, citada em comunicado.

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O sequestro aconteceu em 14 de abril em uma escola em Chibok, no noroeste da Nigéria, e ontem sua autoria foi reivindicada pelo Boko Haram em um vídeo. Pillay "condenou" o sequestro e pediu que as meninas sejam imediatamente devolvidas, sãs e salvas, a suas famílias.

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"Estamos profundamente preocupados com a fala (no vídeo) do suposto líder de Boko Haram ontem na Nigéria, quando diz descaradamente que venderá 'no mercado' as meninas sequestradas e 'as casará', referindo-se a elas como 'escravas'", acrescentou.

Uma das meninas raptadas que conseguiu escapar relatou que as reféns mais jovens sofriam até 15 estupros por dia e que ela mesma havia sido entregue como esposa a um dos líderes do grupo terrorista.

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A Alta comissária contactou o presidente da Nigéria e pediu que faça todos os esforços para poder encontrar as meninas, e junto a outros altos executivos das Nações Unidas lembrou às autoridades que têm a obrigação de velar por que todas as meninas do país desfrutem do direito à educação, e sejam protegidas de qualquer violência ou intimidação.

A respeito do Boko Haram, Pillay definiu as ações como "monstruosas" e pediu às autoridades que protejam a população. "O fracasso das autoridades em proteger efetivamente os cidadãos constitui em si uma violação dos direitos humanos", repreendeu a alta comissária. 

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