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ONU pede fechamento da prisão de Guantánamo, após greve de fome dos presos

O Pentágono reconheceu que cerca de 40 detidos estão em greve de fome, mas os advogados destes afirmam que são mais de uma centena

Internacional|Do R7

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Navi Pillay considerou a greve de fome um "ato desesperado", diante da indefinida detenção dos presos em Guantánamo
Navi Pillay considerou a greve de fome um "ato desesperado", diante da indefinida detenção dos presos em Guantánamo

A alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, fez nesta sexta-feira (5) uma nova convocação ao governo dos Estados Unidos para que fechamento o centro de detenção de Guantánamo, onde afirmou que há situações de detenções arbitrárias e grande parte de reclusos estão em greve de fome.

— O encarceramento de muitos detidos continuar indefinidamente equivale a uma detenção arbitrária, e isso é uma clara violação do direito internacional.

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Estima-se que tenha sido autorizada a transferência a seus países de origem ou a terceiros países - se nos primeiros sofrerem alguma ameaça iminente - da metade dos 166 detidos em Guantánamo, apesar de que ainda estão na prisão sob controle dos Estados Unidos na ilha de Cuba.

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O Pentágono reconheceu que cerca de 40 detidos estão em greve de fome, mas os advogados destes afirmam que são mais de uma centena.

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Navi lamentou que, apesar de suas repetidas promessas, a Administração do presidente Barack Obama não tenha sido capaz até agora - quando em seu segundo mandato - de fechar essa prisão militar. A primeira vez que Obama fez a proposta foi há quatro anos, depois da inauguração de seu primeiro período de governo.

A comissária de Direitos Humanos lembrou que entre os detentos de Guantánamo - alguns há mais de uma década sem ter sido julgados ou sem acusações claras - vários estão em uma situação de "detenção indefinida", o que transgride as normas internacionais de justiça.

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Sobre a greve de fome, a alta comissária a considerou um "ato desesperado" e lembrou que, de maneira geral, aconselha as pessoas a pensar em medidas de protesto alternativas e menos perigosas. No entanto, disse que a decisão dos detidos de Guantánamo não surpreende diante "da incerteza e ansiedade em relação a sua prolongada e aparentemente indefinida detenção em Guantánamo".

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Em conexão com sua declaração, Navi pediu aos Estados Unidos que autorize a visita de analistas das Nações Unidas em questões de direitos humanos. Um deles, o especialista da ONU contra a Tortura Juan Méndez, revelou recentemente que está solicitando há anos ao governo americano que permita sua visita a Guantánamo - o que foi autorizado, mas com a condição de que não fale com os detidos.

Essa condição - entrevistar de forma particular os prisioneiros que escolherem e com as garantias de que não sofrerão represálias posteriores -, segundo Méndez é essencial para cumprir sua missão de forma independente e faz parte dos requisitos essenciais que ele exige em todos os países que visita.

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