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Opep+ anuncia aumento de produção de petróleo; veja qual deve ser o impacto no preço

Grupo se reuniu dias após a saída abrupta de um de seus membros principais, os Emirados Árabes Unidos

Estadão Conteúdo

Internacional|Do Estadão Conteúdo

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Grupo vai aumentar a produção no próximo mês em 188 mil barris por dia Francis Mascarenhas/Reuters - 30.04.2026

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Opep+ anunciou um aumento na produção de petróleo de 188 mil barris por dia para o próximo mês.
  • A decisão é considerada simbólica, pois o fornecimento global está comprometido devido à guerra no Irã.
  • Os Emirados Árabes Unidos, que saíram do grupo, planejam investir US$ 55 bilhões para atender à demanda global.
  • O preço do petróleo Brent disparou nos últimos dias, atingindo o maior patamar em quatro anos, superando os US$ 120 por barril.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O cartel de petróleo conhecido como Opep+ concordou neste domingo (3) em aumentar a produção no próximo mês em 188 mil barris por dia, numa medida que visa a sinalizar que as atividades comerciais continuam normalmente. O grupo se reuniu dias após a saída abrupta de um de seus membros principais, os Emirados Árabes Unidos.

A decisão — a mais recente de uma série de aumentos de produção anunciados pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo — foi em grande parte simbólica, já que boa parte do fornecimento mundial de petróleo está comprometida pela guerra no Irã.

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Em um comunicado anunciando o aumento planejado da produção para junho, sete dos membros do consórcio de nações produtoras de petróleo destacaram “a importância de adotar uma abordagem cautelosa”.

O anúncio não mencionou os Emirados Árabes Unidos, que há muito reclamavam que as quotas do grupo limitavam injustamente suas exportações. Analistas disseram que a falta de menção pode ser vista como um sinal de que o grupo não se incomoda com a medida.

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Pouco antes da declaração da Opep+, a companhia petrolífera nacional dos Emirados Árabes Unidos, Adnoc, emitiu seu próprio comunicado anunciando que planejava investir cerca de US$ 55 bilhões para “apoiar projetos futuros” que, segundo ela, a ajudariam a atender à crescente demanda global.

A declaração da Adnoc “é uma mensagem definitiva”, disse Joe DeLaura, estrategista global de energia do Rabobank. “Os Emirados Árabes Unidos afirmaram que não fazem mais parte da Opep.”

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Os Emirados Árabes Unidos podem estar agora buscando se alinhar com os Estados Unidos ou com aliados ocidentais, acrescentou ele, para fortalecer sua posição global e atrair mais investimentos desses países.

“Eles não têm o mesmo tipo de poder regional ou cultural da Arábia Saudita”, disse DeLaura. “O que eles tinham era o fascínio do capital financeiro e um foco ocidental por meio de Dubai.”

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Antes da guerra, os Emirados Árabes Unidos eram um dos maiores produtores da Opep, depois da Arábia Saudita — líder de fato do grupo —, do Iraque e do Irã, bombeando cerca de 3,6 milhões de barris de petróleo por dia, ou cerca de 3% da oferta global.

Em abril, os membros da Opep+ anunciaram que aumentariam as quotas de produção de petróleo em 206 mil barris por dia, numa medida igualmente simbólica, visto que o estreito de Ormuz, uma rota vital para o transporte de petróleo e gás, está efetivamente fechado desde o início da guerra com o Irã, em 28 de fevereiro.

Antes da guerra, os países da Opep forneciam mais de um quarto do petróleo mundial. As consequências da saída dos Emirados Árabes Unidos serão difíceis de determinar até que o estreito de Ormuz seja reaberto.

A longo prazo, a saída do país poderá causar maior volatilidade nos mercados de petróleo, com menor coordenação nos níveis de oferta.

Na semana passada, o preço do petróleo Brent, referência internacional, disparou em resposta a possíveis escaladas na guerra, atingindo na quinta-feira o maior patamar em quatro anos, ultrapassando os US$ 120 por barril.

Pouco antes do início dos ataques conjuntos entre Estados Unidos e Israel ao Irã, o preço girava em torno de US$ 72 por barril.

Os sete membros da Opep+ envolvidos na decisão de domingo foram Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã.

Com a saída dos Emirados Árabes Unidos, o grupo passa a contar com 21 membros, mas, recentemente, apenas esses sete países e os Emirados Árabes Unidos definiram os níveis de produção mensais.

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