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Oposição na Ucrânia busca reduzir poderes do presidente

Internacional|Do R7

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Por Richard Balmforth

KIEV, 4 Fev (Reuters) - O presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovich, cujo governo é alvo de protestos populares, enfrenta reivindicações feitas pela oposição nesta terça-feira por mudanças constitucionais que reduziriam bastante os seus poderes.

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Yanukovich ainda avalia quem ele indicará como o seu novo primeiro-ministro. Há rumores de que ele estaria considerando a nomeação de um político linha-dura, que atualmente comanda a sua administração.

Enquanto o banco central ucraniano voltou a intervir para evitar a corrida por dólares e o enfraquecimento da moeda local, a Ucrânia criticou de forma dura a Alemanha, depois que o ministro do Exterior alemão afirmou que sanções deveriam ser usadas como uma ameaça, se uma solução política para a crise não fosse encontrada.

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Pelo menos seis pessoas morreram nas duas últimas semanas, em violência política sem precedentes em Kiev, cujo centro é agora uma entrincheirada zona de protesto.

Os confrontos entre a polícia de choque e grupos de manifestantes radicais têm despertado preocupações globais sobre a possibilidade de uma guerra civil na ex-república soviética de 46 milhões de habitantes.

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Apesar de Kiev não registrar violência nos últimos dias, governos ocidentais alertam Yanukovich de que os distúrbios podem voltar se ele não fizer um acordo com a oposição.

Os protestos começaram em novembro passado, quando o presidente recusou um acordo comercial com a União Europeia (UE) e decidiu se aproximar economicamente da Rússia. A medida revoltou ucranianos que sonham com um futuro europeu para o país.

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Em meio à disputa geopolítica entre a Rússia e o Ocidente, Yanukovich tem difíceis escolhas a fazer sobre as alianças que fará.

Os Estados Unidos e a UE dão apoio aos manifestantes, e a ajuda econômica prometida pelos russos tem como condição que o presidente forme um governo com o qual Moscou simpatize.

Yanukovich, de acordo com comentários atribuídos a um aliado político, tem dito que não vai usar a força para desocupar as ruas.

A oposição defendeu nesta terça-feira no Parlamento o retorno de uma Constituição anterior, o que significaria que o presidente perderia importantes poderes acumulados desde que ele foi eleito em 2010.

Esses poderes incluem a nomeação do primeiro-ministro, do governo e dos governadores regionais.

A oposição também pede o perdão incondicional para todos os manifestantes presos.

"Uma das saídas é a redistribuição dos poderes. Depois disso podemos ficar mais seguros sobre mudanças no país", disse o lutador de boxe e agora um dos principais líderes da oposição, Vitaly Klitschko.

(Reportagem adicional de Natalia Zinets)

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