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Oposição síria recusa negociação direta com governo em reunião sobre paz

Internacional|Do R7

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Por Khaled Yacoub Oweis e Stephanie Nebehay

GENEBRA, 24 Jan (Reuters) - As primeiras negociações de paz sobre a Síria cambalearam antes mesmo de começarem nesta sexta-feira, depois de opositores do presidente Bashar al-Assad se recusem a se encontrar com a delegação governista se ela não apoiar o protocolo que defende um governo transitório.

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Planos para que os dois lados sentassem e conversassem pela primeira vez foram no último minuto colocados de lado. Em vez disso, se reúnem separadamente com o mediador da Organização Nações Unidas (ONU), Lakhdar Brahimi, na sede de Genebra da organização.

As discussões a portas fechadas começaram nesta sexta-feira, dois dias depois da reunião formal de abertura ter ocorrido num clima tenso, com os dois lados e os seus aliados internacionais fazendo discursos críticos. Uma negociação direta parece no momento improvável.

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A oposição diz que veio até as negociações para discutir uma transição que retire Assad do poder. O governo afirma que está presente somente para debater a luta contra o terrorismo - a palavra que tem usado para se referir aos seus inimigos - e que ninguém pode obrigar o presidente a sair.

Os representantes da oposição decidiram que não se encontrariam com a delegação do governo se ela não apoiasse Genebra 1, um protocolo de 2012 que defende uma transição política.

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"Nós de forma explícita exigimos um compromisso por escrito da delegação do governo de que ela aceita Genebra 1. Caso contrário, não haverá negociações diretas", afirmou à Reuters o representante da oposição Haitham al-Maleh.

Uma porta-voz da ONU confirmou os encontros com as delegações separadamente. "Não há diálogo entre os sírios neste momento", disse Alessandra Vellucci. "Não posso dizer nada sobre o que vai acontecer nos próximos dias."

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Mesmo antes do anúncio de que as negociações diretas haviam sido canceladas, as perspectivas não eram as melhores.

"O objetivo era que a primeira rodada de negociações durasse até a próxima sexta, mas as expectativas estão tão reduzidas que vamos ver como as coisas se desenvolvem dia após dia", declarou um diplomata ocidental.

"Cada dia que eles discutem é um pequeno avanço."

Brahimi tem indicado que o seu objetivo é buscar no início coisas práticas, como cessar-fogos locais, libertações de presos e acesso para a ajuda internacional, antes de se concentrar nas negociações políticas mais difíceis.

A guerra civil síria já matou pelo menos 130 mil pessoas e obrigou cerca de um terço da população de 22 milhões a deixar suas casas.

Entre os obstáculos para os avanços das negociações está o boicote ao diálogo dos militantes islâmicos, que controlam a maior parte do território tomado pelos rebeldes.

O principal aliado do presidente Assad na região, o Irã, também não está presente em Genebra. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, convidou o governo iraniano, mas depois retirou o convite quando o país se recusou a apoiar o protocolo Genebra 1.

(Reportagem adicional por John Irish, Mariam Karouny, Samia Nakhoul, Dominic Evans, Tom Miles e Gabriela Baczynska)

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