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Oposição sustenta que apenas regime de Assad possui armas químicas na Síria

Internacional|Do R7

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Cairo, 29 ago (EFE).- A Coalizão Nacional Síria (CNFROS), a principal aliança opositora, sustentou nesta quinta-feira que o regime do presidente sírio, Bashar al Assad, é o único que possui armas químicas no país. Em comunicado, a CNFROS acusou o regime sírio de mentir sobre o uso de armas químicas, depois que o governo, que nega tais acusações, apresentasse à ONU supostas provas sobre o uso desse tipo de armas por parte dos rebeldes. "O mundo sabe que o regime é a única parte que possui armas químicas e técnicas para fabricá-las e usá-las na Síria", assinalou a coalizão, que voltou a responsabilizar às forças governamentais pela morte de mais mil pessoas no suposto ataque químico do último dia 21 de agosto nos arredores de Damasco. O ataque em questão continua sendo investigado por uma missão de inspetores da ONU, enquanto que os Estados Unidos e outros países aliados estão convencidos da culpabilidade do regime e ameaçam lançar uma intervenção na Síria. A CNFROS mostrou sua confiança nos inspetores da ONU e reiterou que os opositores ofereceram todas as facilidades aos mesmos realizarem suas tarefas. "O regime é o único obstáculo contínuo para os analistas e atrasou sua agenda com diferentes pretextos", apontou a oposição, depois que o regime de Assad culpasse os rebeldes de não terem firmado um acordo para garantir a segurança da equipe da ONU na última terça-feira. Os analistas da ONU adiaram sua visita aos arredores da capital síria, onde hoje chegam pelo segundo consecutivo, após terem sido atacados por franco-atiradores. De acordo com a coalizão opositora, o presidente sírio "já não encontra uma medida para pôr fim à revolução, mesmo a castigando" com armas químicas, e agora "tenta levar a morte e a destruição aos arredores da região ameaçando países como o Líbano". Além disso, os opositores lembraram aos mais de 100 mil sírios que morreram desde o início do conflito, em março de 2011, e destacaram que a Síria nunca assinou a Convenção contra as Armas Químicas aprovada em Paris em 1993, a qual proíbe seu uso, produção e armazenamento. EFE hh-bds/fk

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