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Oposição venezuelana acusa governo de vingança pós-eleitoral

Internacional|Do R7

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Por Brian Ellsworth

CARACAS, 24 Abr (Reuters) - A oposição da Venezuela acusa as instituições estatais de intimidar e ameaçar demitir funcionários críticos do presidente do país, Nicolás Maduro, depois de uma disputada eleição que provocou uma onda de protestos violentos no país.

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Os adversários do governo estão indignados com duas gravações que parecem mostrar funcionários de alto escalão prometendo demitir trabalhadores que apoiem o líder opositor Henrique Capriles, que perdeu por uma estreita margem a eleição presidencial para suceder Hugo Chávez, morto em março.

O Executivo nega e responsabiliza Capriles pelos distúrbios que deixaram oito mortos, dezenas de feridos e vários edifícios públicos danificados, segundo informação oficial, diante de sua negativa em reconhecer os resultados.

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Uma integrante da coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática disse à Reuters que recebeu até o momento mais de 2 mil queixas de assédio em ambiente de trabalho, das quais 300 se referiam a demissões por motivos políticos.

"Não aceito militantes de partidos fascistas", disse o ministro da Moradia, Ricardo Molina, em um vídeo do que parecia ser uma reunião com o pessoal da instituição.

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"Quem quiser ser militante (do partido opositor) Vontade Popular do fascita Leopoldo López, que renuncie, porque se não renunciar eu mesmo vou expulsar", concluiu, referindo-se a um conhecido líder opositor e aliado de Capriles.

Um funcionário do gabinete disse que Molina não tinha comentários a fazer sobre o vídeo no momento.

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Maduro manteve Molina no cargo quando anunciou o seu primeiro gabinete no domingo, um dia depois que a gravação começou a circular na Internet.

A onda de acusações de discriminação ocorre após violentos protestos da oposição exigindo uma recontagem total dos votos da eleição de 14 de abril vencida por Maduro por uma vantagem inferior a 2 pontos percentuais.

Em outra gravação amplamente difundida na rede, um funcionário do Estado de Zulia teria dito a empregados de seu gabinete que tinha conhecimento de quem havia apoiado Capriles.

"Vou dizer, vamos expulsá-los", disse uma gravação de áudio atribuída a Leonet Cabezas, funcionário de esportes do governo de Zulia. "Não temos cara de idiota, nós os identificamos e vamos tirá-los."

Cabezas disse mais tarde a um jornal local que seu gabinete não demitiria ninguém e acusou quem publicou a gravação de buscar "distúrbios".

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