Oposição venezuelana não assistirá a posse de Maduro
Supremo Tribunal do país autorizou nesta sexta-feira (8) que vice assuma a presidência interina da Venezuela
Internacional|Do R7, com EFE e AFP

O bloco da MUD (Mesa da Unidade Democrática), plataforma que aglutina grande parte da oposição venezuelana, não assistirá nesta sexta-feira (8) ao ato de posse do vice-presidente, Nicolás Maduro, como presidente da Venezuela.
Uma fonte da MUD confirmou à Efe que a decisão é de todo o bloco e significa a ausência na sessão especial que foi convocada na quinta-feira (7) pelo presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello.
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"Ao mundo e à Venezuela, queremos dizer firmemente que hoje não assistimos a essa sessão da Assembleia Nacional porque consideramos que é mais um ato eleitoral, porque consideramos que é uma violação da ordem constitucional", havia dito anteriormente o deputado Ángel Medina em entrevista coletiva.
Medina também argumentou que entre as causas da ausência está a alegação de que "a vontade e o sentimento dos venezuelanos não têm nada a ver com a beligerância do corpo militar", em alusão a recentes palavras do ministro da Defesa, Diego Molero, declarando lealdade a Maduro após a morte de Chávez.
Maduro tomará posse como presidente após a morte do presidente Hugo Chávez na terça-feira (5) passada, anunciou o titular do Parlamento em uma sessão especial que convocou para as 19h locais (20h30 de Brasília). A sessão acontecerá no edifício da Academia Militar, no Forte Tiuna, onde acontece o velório do presidente venezuelano.
Supremo autoriza a posse
O TSJ (Supremo Tribunal de Justiça) autorizou nesta sexta-feira que Nicolás Maduro assuma a presidência interina da Venezuela e possa, como presidente encarregado, apresentar-se à eleição presidencial que o governo deverá convocar num prazo de 30 dias depois da morte de Hugo Chávez.
Maduro deverá assumir então nesta sexta-feira, às 19H00 local (20H30 de Brasília), como presidente encarregado em uma sessão especial da Assmbleia Nacional, que a oposição afirmou que boicotará por considerá-la "inconstitucional".
A sentença foi dada pela Sala Constitucional do TSJ, que interpretou o artigo 233 da Constituição venezuelana sobre a "falta absoluta" de um presidente.












