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Otan pede que Síria permita investigação da ONU sobre armas químicas

Internacional|Do R7

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Bruxelas, 14 jun (EFE).- O secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, pediu à Síria nesta sexta-feira que permita que as Nações Unidas averigúe com urgência no país o uso de armas químicas contra os rebeldes. "É urgente que o regime da Síria permita a investigação de todas as informações sobre o uso de armas químicas", afirmou o secretário-geral através do Twitter. Rasmussen se expressou dessa forma depois que o presidente dos EUA, Barack Obama, decidiu enviar ajuda militar aos rebeldes que querem derrubar o regime sírio de Bashar al Assad, após confirmação que Damasco usou armas químicas contra a oposição. "É um assunto de grande preocupação. A comunidade internacional já deixou claro que qualquer uso de armas químicas é totalmente inaceitável", ressaltou secretário-geral da Otan em entrevista coletiva conjunta oferecida hoje com o primeiro-ministro da Moldávia, Iurie Leanca, após a visita do político à sede da organização em Bruxelas. Rasmussen reiterou "as boas-vindas à declaração dos Estados Unidos. É urgente que o regime sírio garanta o acesso das Nações Unidas para que averigúem todos os relatórios sobre o uso de armas químicas". "A comunidade internacional deixou claro que qualquer utilização de armas químicas é completamente inaceitável e uma violação clara das leis internacionais", afirmou. Rasmussen insistiu que a "melhor solução é a política", e destacou a importância da conferência que os Estados Unidos e a Rússia se comprometeram em promover para tentar encontrar uma solução pacífica para o conflito armado. Neste sentido, pediu ao regime sírio e à oposição que confirmem sua participação "para preparar o caminho rumo a uma solução política sustentável em longo prazo". Além disso, lembrou que a instalação de mísseis patriot ao longo da fronteira turca com a Síria "vai garantir a proteção efetiva da Turquia contra qualquer ataque de mísseis, químicos ou não". O governo de Barack Obama informou ontem que dará ajuda militar aos rebeldes que lutam contra o regime de Assad, após a confirmação de que as forças sírias usaram armas químicas contra a oposição, mas não detalhou que tipo de assistência será proporcionada aos rebeldes sírios nem quando vão ocorrer estas operações. A Administração de Obama deve realizar uma série de consultas com o Congresso americano e também em nível multilateral com seus aliados, assim como com a Rússia e a ONU durante a cúpula do G8 que será realizada nos dias 17 e 18 de junho em Lough Erne (Irlanda do Norte) sob a Presidência do Reino Unido. Uma das possibilidades cogitadas por Washington é o estabelecimento de uma zona de exclusão área, mas o governo de Barack Obama ainda não tomou uma decisão, afirmou o conselheiro adjunto de Segurança Nacional, Ben Rhodes, na capital americana. EFE mtm-emm/rpr

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