‘Países mais pobres vão ser os mais vulneráveis’, diz professor sobre crise climática
Segundo a ONU, mesmo que todos os países cumpram os compromissos, a temperatura do planeta poderá subir 2,6°C até 2100
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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O mundo não conseguirá evitar que o aquecimento global ultrapasse o limite de 1,5°C acima dos níveis pré-industriais. Segundo relatório da ONU (Organização das Nações Unidas), mesmo que todos os países cumpram os compromissos assumidos, a temperatura média do planeta poderá subir 2,6°C até 2100. Se forem mantidas apenas as políticas atuais, a elevação pode chegar a 2,8°C.
Em entrevista ao Jornal da Record News desta quarta-feira (21), o professor de mudanças climáticas da Universidade Veiga de Almeida, Cleyton Martins, alertou para o aumento de eventos extremos.

“A gente pode aumentar riscos de incêndios naturais, a gente pode aumentar toda a questão de crise climática, ondas de calor, ilhas de calor, tempestades, os eventos climáticos extremos”, explicou.
No Brasil, os efeitos das mudanças climáticas variam conforme a região, com ondas de calor no Rio de Janeiro, tempestades no Sul e períodos de seca na Amazônia, no Pantanal e no Cerrado. O professor também ressaltou que países em desenvolvimento tendem a ser mais vulneráveis por terem menos recursos para se adaptar aos impactos. “Então, geralmente, países mais pobres, países em desenvolvimento, vão ser os mais vulneráveis e os mais atingidos por essa crise climática”, afirmou.
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Segundo o professor, a insuficiência das metas e o descumprimento dos compromissos pelos países dificultam a redução das emissões de gases de efeito estufa. Ele também destacou a necessidade de cooperação internacional para conter o avanço do aquecimento global.
“De fato, fica muito difícil com a saída dos Estados Unidos, mas, se todos os outros países assumirem um compromisso de desenvolvimento mais sustentável, a China, o Brasil, que tem um protagonismo muito grande, [...] a gente consegue chegar lá”, disse.
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