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Palestinos agradecem América Latina por sua solidariedade

Figuras como Che Guevara e Salvador Allende foram celebradas em evento em Ramala

Internacional|Do R7

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As autoridades da Palestina agradeceram nesta segunda-feira (11) os representantes de vários países latino-americanos pelos gestos e iniciativas que seus governos tiveram com o povo palestino durante a última operação militar israelense na Faixa de Gaza.

Os chefes dos escritórios de representação de Brasil, Argentina, Chile, Uruguai, Equador e México foram convocados hoje na capital administrativa da Cisjordânia, onde centenas de pessoas e de funcionários palestinos mostraram sua satisfação pela condenação desses países às ações israelenses na Faixa de Gaza.

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Em um evento em Ramala, o veterano membro do comitê central do Fatah, Nabil Saath, lembrou figuras emblemáticas da esquerda latino-americana, como Che Guevara e Salvador Allende, "que sempre se levantaram pelos oprimidos".

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"A América Latina não se levanta pelos interesses econômicos ou criados pela agenda dos EUA e da ONU, mas por convicção, apoio e carinho aos valores de liberdade e justiça", afirmou o político palestino.

"Se posicionaram ao nosso lado cortando relações econômicas, convocando embaixadores de Tel Aviv e fazendo pedidos como o do presidente boliviano Evo Morales, que afirmou que Israel deveria ser considerado um Estado terrorista", disse Saath durante seu discurso em uma das principais praças de Ramala.

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Por isso, ressaltou, "estamos aqui para agradecer o apoio e também por seus votos para que a Palestina fosse reconhecida como um Estado pela ONU".

Desde o início da operação Limite Protetor das Forças de Defesa de Israel (IDF, sigla em inglês) contra o Hamas na Faixa de Gaza, que até o momento já resultou em quase 2 mil mortes entre os palestinos, Brasil, Chile, Peru, El Salvador e Equador decidiram convocar seus embaixadores em Israel para consultas como sinal de protesto.

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Além disso, a Bolívia anunciou recentemente que exigirá a concessão de vistos para os israelenses que quiserem visitar o país, assim como a Argentina, que lamentou a decisão do Estado judeu de lançar uma incursão terrestre no território palestino.

Após a convocação para consultas dos primeiros embaixadores, a Chancelaria israelense lamentou e afirmou que tais ações representavam "um estímulo para o Hamas".

Além disso, houve alguns atritos com países como o Brasil, que foi chamado pelo porta-voz das Relações Exteriores israelense, Yigal Palmor, de "anão democrático" depois das críticas à operação das IDF.

Para o porta-voz do Departamento de Negociações da OLP (Organização para a Libertação da Palestina), Xavier Abu Eid, essas mensagens têm dois significados que vão além do alinhamento político.

"Em primeiro lugar, quer dizer que não estamos sozinhos", e que, "existem países que praticam o que pregam. Com isso, a América Latina voltou a se transformar em um exemplo", opinou Abu Eid.

O porta-voz destacou para a Agência Efe que "os países que realizaram iniciativas como essas também tiveram seus períodos negros de ditaduras e têm um grande apreço pela defesa dos direitos humanos".

"Sabem da importância da solidariedade internacional e querem transformá-la em ação política. Não é só um gesto de apoio para a Palestina, é uma condenação a Israel que pode ter um efeito dominó", resumiu.

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