Papa Francisco monta conselho consultivo de cardeais para ajudá-lo a governar igreja
Convocação é um sinal de que o papa quer deliberar mais extensamente do que Bento 16 antes de tomar decisões
Internacional|Do R7

O papa Francisco, na sua primeira decisão importante, montou neste sábado (13) um conselho consultivo de cardeais de todo o mundo para ajudá-lo a governar a Igreja Católica e reformar a sua conturbada diretoria.
Oito cardeais vão ajudá-lo a fazer mudanças em uma administração que tem sido responsável por alguns dos escândalos e percalços que atormentaram os oito anos de papado do papa Bento 16, antes que ele renunciasse em fevereiro.
Um comunicado do Vaticano disse que um grupo vai "aconselhá-lo no seu governo da Igreja", assim como a fazer mudanças administrativas, um sinal de que Francisco quer deliberar mais extensamente do que Bento 16 antes de tomar decisões.
Os oito prelados vêm da Itália, Chile, Índia, Alemanha, República Democrática do Congo, EUA, Austrália e Honduras, indicando que Francisco pretende levar a sério os conselhos dos bispos do mundo todo para ter mais voz nas decisões do Vaticano que afetam suas regiões.
Um arcebispo italiano será o secretário do grupo, que realizará sua primeira reunião formal em outubro, em Roma.
De acordo com o comunicado, Francisco já esteve em contato com cada um deles.
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O grupo também vai estudar mudanças na constituição feita pelo falecido papa João Paulo 2º, chamada "Pastor Bonus", que deu à Cúria o nome pelo qual os vários departamentos que administram a igreja são conhecidos e sua atual estrutura, em 1988.
A última grande reforma da Cúria foi realizada pelo papa Paulo 6º em 1967. Francisco herdou uma igreja que luta para lidar com acusações de abuso sexual de crianças por parte de padres, uma suposta corrupção, brigas internas na administração central e conflitos sobre a administração do banco do Vaticano, assolado por escândalos.
Bento 16 deixou um relatório secreto para Francisco sobre os problemas na administração, que vieram à tona quando documentos confidenciais foram roubados da mesa do papa e divulgados por seu mordomo no que ficou conhecido como o escândalo Vatileaks.
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