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Parlamentares britânicos exigem revisão de questões fiscais do príncipe Charles

Internacional|Do R7

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Por Peter Griffiths

LONDRES, 5 Nov (Reuters) - O príncipe Charles da Grã-Bretanha deve enfrentar um exame fiscal mais detalhado da renda de vários milhões de libras obtida a partir de sua propriedade secular no Ducado da Cornualha, disse uma influente comissão parlamentar na terça-feira.

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A Comissão de Contas Públicas do Parlamento, à frente de investigações sobre as questões fiscais de companhias como Amazon, Starbucks e Google, pediu ao Ministério das Finanças em um relatório que revisse as históricas isenções fiscais da propriedade hereditária.

O vasto Ducado, criado em 1337 pelo rei Edward III para fornecer uma renda a ele e a seus herdeiros, não paga imposto sobre empresa nem imposto sobre ganho de capital.

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"Essa isenção fiscal pode significar que negócios concorrentes não têm igualdade de condições para operar", disse a presidente da comissão, Margaret Hodge. "O Tesouro deveria examinar o impacto no mercado do Ducado, que realiza transações comerciais enquanto é isento de imposto."

As propriedades do príncipe, um dos maiores proprietários de terra da Grã-Bretanha, valem cerca de 763 milhões de libras. Incluem fazendas, chalés e pubs, assim como ilhas, uma usina de energia verde e o campo oval de críquete em Londres, e obtém a maior parte de seu dinheiro da administração desses bens comercialmente.

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Charles vem pagando impostos voluntariamente desde 1993 sobre sua renda pessoal do Ducado, depois que os custos dos deveres oficiais de sua família são deduzidos. Em 2012/2013, esse imposto totalizou 4,4 milhões de libras (7 milhões de dólares).

O parlamentar trabalhista Austin Mitchell, um dos membros da comissão suprapartidária, descreveu os bens como uma "anomalia medieval" durante uma sessão em julho.

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O comitê disse que o Ministério das Finanças deveria fazer mais para investigar suas contas.

O relatório coincide com um grande escrutínio das questões fiscais de pessoas e grandes corporações, e com um debate político acalorado sobre o alto custo de vida. O primeiro-ministro David Cameron colocou a evasão fiscal no centro da presidência britânica do G8.

O excedente de 19 milhões de libras do Ducado em 2012/13 financiou as atividades públicas e privadas de Charles, assim como as de sua esposa Camilla e de seus filhos William e Harry.

A funcionária do Tesouro Paula Diggle disse à comissão que o Parlamento tinha analisado a questão com profundidade 20 anos atrás e decidido que seria injusto taxar Charles duas vezes, em sua renda pessoal e sobre a renda do Ducado.

Um porta-voz do Ducado da Cornualha disse em um comunicado: "Iremos analisar cuidadosamente o conteúdo do relatório e contribuir conforme necessário em qualquer resposta por parte do Tesouro. Não acreditamos que o Ducado tenha uma vantagem fiscal injusta sobre seus competidores."

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