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Partidários de Mursi se preparam para enfrentar repressão no Egito

Internacional|Do R7

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Por Yasmine Saleh e Angus MacSwan

CAIRO, 12 Ago (Reuters) - Partidários do deposto presidente islâmico Mohamed Mursi se recusaram na segunda-feira a deixar seus acampamentos no Cairo, e disseram que estão se preparando com paus, pedras e fé para enfrentar a eventual repressão policial.

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Ao anoitecer, no entanto, as ruas da capital estavam relativamente tranquilas, pois as forças de segurança se abstiveram de agir, apesar dos alertas feitos no domingo para que os militantes desmantelassem os protestos. O chanceler Nabil Fahmy disse que todos os esforços estão sendo realizados para resolver o impasse por meio do diálogo.

Na arena política, o partido Nour disse que cogita aderir à Assembleia Constituinte, o que caracterizaria um apoio islâmico à transição política no Egito depois de os militares derrubarem Mursi, primeiro presidente eleito democraticamente no país, em julho.

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O Nour é o segundo maior partido islâmico do Egito, depois da Irmandade Muçulmana, de Mursi.

No acampamento de Al Nahda, distribuído entre uma rotatória de tráfego e uma avenida arborizada com palmeiras, perto do zoológico, o clima dos manifestantes era solene, mas não temeroso.

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Questionado sobre a ameaça de repressão, o tradutor Ahmed Shargawy, de 23 anos, disse: "Eles também disseram isso há 15 dias. Eles sempre dizem que vão acabar com isso (protesto)".

A um quarteirão de lá, meia dúzia de veículos blindados e alguns esquadrões de soldados ocupavam posições em frente a uma delegacia de polícia, mas aparentemente sem fazerem parte de uma força-tarefa pronta para agir.

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O governo provisório empossado pelos militares disse na semana passada que os esforços diplomáticos internacionais para mediar a crise haviam fracassado por culpa da Irmandade, e alertaram para a iminência de uma ação das forças de segurança contra os manifestantes.

Mas as autoridades evitaram agir durante o feriado islâmico do Eid al Fitr, que marca o fim do mês sagrado do Ramadã. A festividade terminou no domingo.

Uma fonte de segurança disse que a intervenção ainda não aconteceu porque os acampamentos cresceram com os rumores de uma ação militar-policial iminente.

(Reportagem adicional de Shadia Nasrallal e Michael Georgy)

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