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Partido da oposição venezuelana processará Maduro por "ato criminoso"

Maduro disse que conhecia a identidade de 900 mil pessoas que votaram no líder opositor

Internacional|Do R7

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Maduro disse que conhecia a identidade de 900 mil pessoas que, mesmo sendo governistas, votaram em abril no líder opositor, Henrique Capriles
Maduro disse que conhecia a identidade de 900 mil pessoas que, mesmo sendo governistas, votaram em abril no líder opositor, Henrique Capriles

O Partido Social Cristão (Copei) da Venezuela anunciou neste sábado (18) que requisitará ao Supremo Tribunal de Justiça que processe por "ato criminoso" o presidente, Nicolás Maduro, depois que o líder assegurou conhecer a identidade de 900 mil pessoas que não votaram nele nas eleições de abril.

"É claramente um ato criminoso de Maduro contra todos os venezuelanos e a Constituição quando ele diz ter a lista dessas 900 mil pessoas", declarou em entrevista coletiva o vice-presidente do Copei, Enrique Naime.


Com essa afirmação, Maduro teria "violentado" o artigo 63 da Constituição, "que estabelece claramente que o sufrágio é um direito, livre, universal, direto e secreto", lembrou o opositor.

Veja as principais imagens deste sábado


— De onde Maduro tirou essas listas? Quem as entregou? Foram os senhores reitores do Conselho Nacional Eleitoral?

Em um ato televisionado na quinta-feira, Maduro disse que conhecia a identidade de 900 mil pessoas que, mesmo sendo governistas, votaram em abril no líder opositor, Henrique Capriles, o que atribuiu à "tristeza" que os abatia pela morte de Hugo Chávez.


Em 14 de abril, Maduro derrotou Capriles por uma margem de apenas 1,49%, índice que representa 225 mil votos. No entanto, o líder da oposição não reconheceu esses resultados, denunciou uma fraude, impugnou todo o processo eleitoral perante o Supremo e disse esperar que os venezuelanos sejam novamente convocados às urnas.

A afirmação do presidente venezuelano também foi rejeitada por Vicente Díaz, um dos cinco reitores principais do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), que a rotulou de "coação pública".


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