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Partido de ex-presidente paquistanês boicotará eleições

Internacional|Do R7

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O partido do ex-presidente paquistanês Pervez Musharraf, perseguido pela Justiça desde seu retorno ao país no final de março, anunciou nesta sexta-feira que boicotará as eleições gerais previstas para a próxima semana.

O general aposentado, que ocupou o poder desde o golpe de Estado no outono de 1999 até sua renúncia, no verão de 2008, deixou o exílio que já durava quatro anos para "salvar o Paquistão", país muçulmano de 180 milhões de habitantes assolado pela violência terrorista.

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Mas o sonho de Musharraf logo se tornou um pesadelo. A comissão eleitoral paquistanesa invalidou a candidatura do ex-líder, alegando "violações" da Constituição durante o tempo em que esteve no poder.

Depois, a Justiça ordenou sua prisão, no âmbito das investigações do assassinato da ex-premiê Benazir Bhutto e da destituição de juízes, os dois casos em 2007.

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Esta semana, um tribunal decidiu que Musharraf nunca poderá ser eleito no país.

"Esperávamos que os tribunais fossem justos, mas ao invés disso vetaram Pervez Musharraf", declarou à AFP Aasia Ishaque, porta-voz da All Pakistan Muslim League (APML), partido de Musharraf.

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"Por isso, acreditamos que, sob a autoridade desta comissão eleitoral, as eleições não serão justas e equitativas, de modo que decidimos boicotá-las", acrescentou.

A APML é uma pequena formação criada em 2010 por Musharraf durante o exílio em Londres e Dubai. Esse partido não tinha chances reais de vencer as eleições do próximo dia 11 de maio.

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Apesar do boicote, os candidatos da APML nas eleições legislativas podem conseguir votos porque a comissão eleitoral já começou a imprimir as cédulas eleitorais.

sjd-gl/ml/msv/jo/mr/dm

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