Patriota diminui importância de embaixador venezuelano em ato do PT
Internacional|Do R7
Brasília, 8 fev (EFE).- O ministro de Relações Exteriores Antonio Patriota diminuiu a importância hoje, pouco antes de viajar para a Venezuela, da presença do embaixador desse país no Brasil em um ato no qual participaram políticos condenados por corrupção no esquema do mensalão. O embaixador venezuelano, Maximilien Arveláiz, esteve esta semana em um ato organizado pelo PT, no qual participaram, entre outros, o ex-ministro da Presidência José Dirceu, condenado a dez anos de prisão e à espera que seja executada a sentença. A oposição afirmou que o ato foi convocado em "solidariedade" a Dirceu e a outros 24 condenados do esquema, e exigiu que o ministério protestasse contra a presença do diplomata venezuelano. Patriota disse hoje a jornalistas que, na sua opinião, a assistência do embaixador a esse ato não gera "nenhum tipo de mal-estar entre duas nações amigas" e considerou que o Governo brasileiro "não tem por que" pedir explicações à Venezuela nem ao embaixador Arveláiz. Os opositores de PSDB, DEM e PPS disseram nesta quarta-feira que pretendem convocar Patriota ao Congresso para discutir esse assunto. O chanceler declarou que, se esse fosse o caso, estará disposto, "como sempre" está, a debater qualquer assunto de interesse dos parlamentares. Patriota viajará hoje mesmo rumo a Caracas, onde amanhã deve se reunir com o novo ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Elías Jaua, e outras autoridades venezuelanas. Da capital venezuelana, Patriota viajará para os Estados Unidos, onde permanecerá até terça-feira e, até agora, não tem previstos encontros com autoridades do país. Segunda-feira, Patriota fará um discurso na Escola de Governo John F. Kennedy, da Universidade de Harvard, e um dia depois participará de um debate sobre proteção a civis em conflitos armados na sede do Conselho de Segurança da ONU. EFE ed/ma












