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Pesquisa sugere que polvos podem dominar a Terra um dia

Especialista de Oxford defende que esses animais poderiam erguer comunidades submersas caso humanos desapareçam

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Um biólogo de Oxford sugere que os polvos poderiam se tornar construtores de civilizações no futuro, caso a humanidade chegue a extinção.
  • Os polvos têm características que os qualificariam para desenvolver estruturas complexas subaquáticas, como 'cidades'.
  • Apesar de sua inteligência, os polvos enfrentam desafios como a curta duração de vida e a ausência de gerações sobrepostas para transmissão de conhecimento.
  • Outros animais também podem se tornar dominantes, mas Coulson acredita que os polvos são os candidatos mais viáveis entre eles.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Polvos são animais inteligentes e possuem centenas de milhões de neurônios Pixabay

Um biólogo da Universidade de Oxford, na Inglaterra, sugeriu que, em um futuro distante, os polvos poderiam se tornar os próximos “construtores de civilizações” do planeta.

Tim Coulson afirmou que, se a humanidade for extinta, esse grupo de animais cefalópodes teria condições de ocupar o espaço deixado e desenvolver estruturas complexas, incluindo “cidades” debaixo d’água.


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Coulson lembrou que a extinção é o destino de praticamente todas as espécies. Segundo ele, 99,9% dos seres que já existiram desapareceram, e o mesmo ocorreria com os humanos, seja por nossas próprias ações, pela redução do CO₂ no planeta ou pelo destino do Sol em bilhões de anos. Assim como o fim dos dinossauros abriu caminho para os mamíferos, o desaparecimento das pessoas poderia permitir a ascensão de outra forma de vida.


Na visão do biólogo, os polvos reúnem características que os colocam como candidatos naturais a herdar a Terra. Eles poderiam, por exemplo, explorar a força das marés como fonte de energia e até criar equipamentos para respirar fora da água. Coulson menciona a possibilidade de “escafandros reversos” e robôs auxiliares para locomoção, além de práticas como o cultivo de crustáceos.


Estudos já demonstraram que os polvos possuem centenas de milhões de neurônios e conseguem resolver labirintos, manipular objetos e até enganar pesquisadores para obter alimento. O pesquisador italiano Piero Amodio afirma, porém, que ainda não se sabe exatamente por que esses animais desenvolveram tamanha capacidade cognitiva. Ele destaca hipóteses que ligam a inteligência à necessidade de encontrar comida e escapar de predadores, desafios enfrentados pelos polvos desde que seus ancestrais perderam a antiga carapaça há cerca de 275 milhões de anos.


Apesar disso, Amodio aponta limites importantes. Os polvos vivem pouco e não têm gerações sobrepostas, algo que, nos humanos, permitiu a transmissão de conhecimento ao longo do tempo. Para que uma sociedade complexa surgisse, seria necessário que esses animais evoluíssem para ter vidas mais longas e acumular aprendizado coletivo.

A discussão também passa por compreender como as pessoas se tornaram inteligentes. A paleoantropóloga Emma Bird lembra que os primeiros ancestrais bípedes surgiram na África há milhões de anos e que várias espécies humanas coexistiram. Segundo ela, a sobrevivência do Homo sapiens envolveu aspectos cognitivos, cooperação e também fatores de sorte, com partilha de cultura e tecnologia entre grupos.

Coulson admite que outros animais poderiam eventualmente ocupar o papel dominante no planeta, embora considere menos provável que isso aconteça com primatas ou golfinhos. Ele cita até os caranguejos como candidatos alternativos, caso evoluíssem em termos cognitivos para usar suas pinças de maneira mais sofisticada.

Para o biólogo, imaginar esses cenários é um exercício científico, mas também de imaginação. “Quando tudo isso acontecer, já teremos desaparecido”, diz ele, lembrando que não haverá ninguém para contestar ou confirmar essas projeções sobre um mundo administrado por polvos.

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