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Pessoas mais pobres abrem mais contas bancárias, mostra estudo do Banco Mundial

Internacional|Do R7

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Por Stella Dawson

WASHINGTON (Thomson Reuters Foundation) - Cerca de 750 milhões de pessoas abriram contas bancárias ou utilizaram provedores móveis de crédito pela primeira vez entre 2011 e 2014, um grande avanço no acesso a serviços financeiros, o que especialistas em desenvolvimento dizem ser a chave para o fim da pobreza mundial.

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A pesquisa Global Findex, feita pelo Banco Mundial, concluiu que 62 por cento das pessoas em todo o mundo usam instituições financeiras ou serviços financeiros móveis, uma alta em comparação aos 51 por cento registrados em 2011, com o incremento de 700 milhões de pessoas em três anos.

Os ganhos foram puxados pelo aumento de 13 pontos percentuais nos países em desenvolvimento e de 17 pontos percentuais nos países pobres, assim como por inovações nas tecnologias móveis.

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Mas 2 bilhões de pessoas continuam "sem banco", sendo que metade dos adultos em 40 por cento dos lares mais pobres de países em desenvolvimento ainda não tem acesso a serviços financeiros.

E a diferença entre gêneros continua persistente. As mulheres nos países em desenvolvimento têm menos acesso a serviços financeiros do que os homens, apesar de uma campanha especificamente projetada para alcançar as mulheres.

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Apesar do aumento, muitos dos que possuem contas bancárias ainda dependem de transações em dinheiro para gastos mensais e o pagamento de mensalidades escolares, por exemplo, e o dinheiro poupado ainda é guardado em espécie, em vez de contas seguras, mostrou a pesquisa.

A diretora de pesquisas do Banco Mundial, Asli Demirguc-Kunt, identificou oportunidades para certos produtos de bancos e fornecedores móveis de crédito, tais como contas com taxas menores, mais operações com permissão para serem feitas por aplicativos de celular e contas com menos exigências de documentação para serem abertas.

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"Acreditamos que se mais contas forem oferecidas, que sejam acessíveis e convenientes, mais pessoas usariam", disse ela.

A tecnologia móvel traz a maior promessa para se alcançar aqueles sem banco na África Subsaariana, onde 12 por cento dos adultos possuem uma conta móvel, em comparação com a média de 2 por cento no resto do mundo, com o Quênia liderando com 58 por cento.

Governos podem desempenhar um papel importante no estímulo à abertura de contas ao pagarem benefícios sociais por meio de contas ou através de cartões magnéticos, disse Asli.

Líderes do G20, grupo formado por países industrializados e em desenvolvimento, fizeram da inclusão financeira uma prioridade do desenvolvimento.

Pesquisas apontam que lares com acesso a contas bancárias podem absorver choques financeiros recorrendo a poupanças e tendo acesso a crédito. Eles também podem usar a poupança e o crédito para expandir pequenos negócios e melhorar a produtividade rural.

O presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, anunciou em outubro de 2013 a meta de universalizar o acesso a serviços financeiros até 2020, como uma maneira de trabalhadores com baixos salários subirem degraus na escada econômica.

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