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Polícia do Capitólio não estava preparada para invasão de janeiro

Segundo informe redigido pelo inspetor geral interno, agentes foram orientados a não usar violência contra manifestantes

Internacional|Da AFP

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Polícia foi orientada a não usar táticas agressivas para conter invasores
Polícia foi orientada a não usar táticas agressivas para conter invasores

Antes do assalto de 6 de janeiro, a polícia do Congresso dos Estados Unidos contava com mais informação de Inteligência do que se sabia, mas recebeu instruções de não usar suas táticas mais agressivas para conter a multidão violenta - indica um informe citado pela imprensa americana na terça-feira (13).

Redigido pelo inspetor geral interno da Polícia do Capitólio, Michael Bolton, o incisivo documento de 104 páginas concluiu que os policiais não se prepararam, ou responderam de forma inadequada ao ataque, que terminou em cinco mortos, informaram o jornal The New York Times e o canal de notícias CNN. 

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Uma audiência no Congresso sobre o relatório está marcada para esta quinta-feira.

A polícia do Capitólio não se preparou adequadamente, apesar de ter recebido informações que os advertiam de que apoiadores do então presidente Donald Trump representavam uma ameaça. Eles nunca aceitaram a vitória de Joe Biden nas eleições presidenciais de novembro.

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Três dias antes do ataque, esta força recebeu um informe de Inteligência, alertando sobre possível violência por parte dos seguidores do agora ex-presidente republicano. 

"Diferentemente de outros protestos pós-eleitorais, os alvos dos simpatizantes de Trump não são, necessariamente, os contramanifestantes", mas "o próprio Congresso", afirmou o relatório, de acordo com o New York Times. 

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A propensão do grupo "Stop the Steal" ("Parem o roubo"), ativo nas redes sociais, "de atrair supremacistas brancos, membros da milícia e outros que promovem ativamente a violência pode levar a uma situação significativamente perigosa para as agências de aplicação da lei e para o público em geral", acrescenta o documento.

Um dia antes do ataque, porém, a polícia escreveu em seu plano de gestão do protesto que "não havia ameaças específicas conhecidas relacionadas à sessão conjunta do Congresso". Nesta sessão, os legisladores deveriam certificar formalmente a vitória de Biden sobre Trump. 

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Por ordem de seus superiores, os policiais foram impedidos de usar suas ferramentas e técnicas mais poderosas para o controle de grandes manifestações, indica o relatório interno.

"Armas pesadas não letais", como granadas de efeito moral, "não foram usadas naquele dia por ordem de superiores", escreveu Bolton.

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