Polícia expulsa centenas de ativistas de aeroporto na Holanda
Manifestantes do Greenpeace e do movimento Extinction Rebellion foram detidos após protestos exigindo medidas contra a crise climática
Internacional|Da EFE

A polícia militar holandesa expulsou neste sábado (14) centenas de ativistas do Greenpeace e do movimento Extinction Rebellion que tinham ocupado a área comercial do aeroporto de Amsterdã-Schiphol, o principal da Holanda, para exigir medidas contra a crise climática.
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Em comunicado, a polícia explicou que "depois de vários pedidos para que (os ativistas) abandonassem voluntariamente o Schiphol Plaza, a polícia procedeu à detenção dos manifestantes do Greenpeace".
Antes, a corporação tinha advertido que "os manifestantes que não obedecerem enfrentarão a prisão" porque a presença deles na área comercial do aeroporto só era permitida até as 12h (hora local). Caso quisessem, poderiam continuar os protestos fora do aeroporto, como já estava previsto.
Alguns dos participantes tinham ocupado a estação de trem de Schiphol e outros se concentraram nas entradas do aeroporto, de onde se recusaram a sair. As autoridades decidiram expulsá-los apreendendo os manifestantes um por um e levando-os para a rua, ou prendendo aqueles os que resistiam.
A convocação prevê 24 horas de manifestação para forçar um plano climático porque o aeroporto, que permanece fora do debate sobre a mudança climática na Holanda, é "o principal poluidor e tem muito espaço para crescer e poluir ainda mais", explicou o Greenpeace.
Entre as exigências do protesto está a de reduzir ou eliminar os voos de curta distância, especialmente se o trem for uma boa alternativa, como as ligações entre Amsterdã e Bruxelas, já disponíveis em tens com um trajeto máximo de três horas, ou pouco mais de uma hora para o trem de alta velocidade.
Além disso, os manifestantes exigem "um preço realista" às companhias aéreas para as passagens de avião, uma vez que, atualmente, não é cobrado IVA sobre o querosene, o combustível utilizado pelos aviões. EFE








