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Polônia cria loteria com prêmio de R$ 1,5 mi para vacinados da covid

Imunizados e inscritos para receber dose disputam bolada; governo repassará recursos às cidades com melhores taxas de imunização

Internacional|Da EFE

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Resistência da população do país europeu aumentou nos últimos anos
Resistência da população do país europeu aumentou nos últimos anos

Para incentivar a vacinação contra a covid-19, o governo da Polônia anunciou a criação de uma loteria com prêmio em dinheiro de até R$ 1,45 milhão (1 milhão de zlotz na moeda local ou 223 mil euros), sorteio de um carro e recompensas para os distritos com as maiores taxas de imunização exclusivos para quem já recebeu algum fármaco contra a covid-19.

Os sorteios, que ficarão a cargo da empresa estatal de apostas Totalizator Sportowy, vão distribuir cerca de 31 milhões de euros (R$ 202 milhões) em dinheiro, carros híbridos e motos elétricas.


A partir de julho, uma em cada 2.000 pessoas vacinadas receberá aleatoriamente cerca de 112 euros (R$ 730) e, a cada semana, serão distribuídos dois prémios de 11.200 euros (R$ 73 mil). Duas vezes por mês, ainda serão repassados 11.200 euros (R$ 73 mil) e será sorteado um carro híbrido.

A campanha inclui entre os participantes tanto pessoas já vacinadas como as que vão, a partir de agora, ser imunizadas. Haverá o sorteio de dois prêmios de cerca de 223 mil euros (R$ 1,45 milhão).


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Além disso, os primeiros 500 distritos que conseguirem vacinar 75% da população receberão 22.300 euros (R$ 145 mil) e as cidades com maior taxa de imunização em cada região vão embolsar 223.000 euros (R$ 1,5 milhão). A cidade que mais vacinar proporcionalmente no país todo, vai receber cerca de 446.000 (o equivalente a quase R$ 3 milhões).

Jaroslaw Kaczynski, líder do PiS (partido do governo), disse ao semanário "Sieci" que "devemos agir encorajando e persuadindo" a população a fazer com que a maioria das pessoas decida se vacinar voluntariamente.


Alguns especialistas, como o Dr. Andrzej Horban, conselheiro pessoal do primeiro-ministro para a crise do coronavírus, se pronunciaram a favor da vacinação obrigatória na Polônia, onde até agora apenas metade da população adulta se registrou e pouco mais de um terço recebeu pelo menos uma dose do antídoto.

Por sua vez, o ministro da Saúde, Adam Niedzielski, disse à rádio RMF24 que o bom andamento do plano nacional de vacinação pode ser interrompido em breve e chegar a um "ponto de inflexão" em junho.


Nesse mês, será quando "as vacinas estarão à espera das pessoas e não as pessoas à espera das vacinas", pois, enquanto os que pretendem ser vacinados já o fizeram ou se inscreveram para isso, existe uma parte significativa da população que resistirá a ser vacinada.

Recusa de vacinas

Uma pesquisa no final do ano passado, encomendada pelo jornal "Rzeczpospolita" e realizada pelo Instituto de Pesquisa Social de Varsóvia (IBRIS), revelou que 44% dos poloneses se recusam a ser vacinados.

Os movimentos antivacinas na Polônia ganharam força nos últimos anos. Em março, o Unicef alertou em março que o nível de vacinação infantil contra o sarampo caiu tanto que na Polônia perdeu sua imunidade coletiva contra a doença, estabelecida em 95% dos vacinados.

Em 2019, o número de pessoas que não receberam as vacinas obrigatórias na Polônia foi de 48.609, contra 3.437 em 2010.

Desde o início da pandemia, cerca de 2,9 milhões de casos de coronavírus foram detectados na Polônia, 1.267 deles nas últimas 24 horas, e 73.305 mortes foram registradas por esta doença, 209 deles ontem.

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