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Por que os EUA suspenderam sanções contra a Rússia, e como a Ucrânia reagiu

Decisão aprofunda desgaste nas relações entre Washington e Kiev

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Donald Trump suspendeu parte das sanções econômicas contra a Rússia, aprofundando o desgaste nas relações entre Washington e Kiev.
  • A suspensão das sanções, justificadas como interesse nacional, foi criticada por parlamentares americanos e pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
  • Kiev expressou preocupação com a decisão americana, que poderia enfraquecer sua resistência às forças russas, especialmente após ataques a instalações energéticas ucranianas.
  • A medida também gerou discussões sobre a entrada temporária de diesel russo no mercado americano, visando aliviar a pressão sobre os preços da energia.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Putin e Trump se encontraram no Alasca em 2025 Reprodução/White House

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspendeu parte das sanções econômicas previstas contra a Rússia, em uma decisão que aprofundou o desgaste nas relações entre Washington e Kiev. A medida foi anunciada na sexta-feira (16), dois dias antes da entrada em vigor das restrições, e provocou críticas de parlamentares americanos e do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

As sanções haviam sido aprovadas pelo Congresso dos Estados Unidos e sancionadas por Trump em setembro. Em uma ordem executiva, o republicano justificou a suspensão de determinadas medidas com base no interesse nacional americano, mas a decisão foi contestada por representantes do Partido Democrata, que acusaram o governo de favorecer Moscou em meio à guerra na Ucrânia.

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O episódio ocorre em um momento de crescente divergência entre Trump e Zelensky sobre a estratégia para encerrar o conflito. Nos últimos dias, os dois líderes trocaram declarações públicas, enquanto Kiev manifestou preocupação com decisões americanas que, na avaliação do governo ucraniano, podem enfraquecer sua capacidade de resistir às forças russas.

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Sanções atingem setor energético e aliados de Moscou

A legislação americana prevê mecanismos para pressionar a economia russa, incluindo a possibilidade de tarifas de até 100% sobre produtos importados de países que compram petróleo e gás da Rússia. Entre os principais compradores estão China e Índia.

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O pacote também contempla restrições a autoridades russas, instituições financeiras e embarcações da chamada frota fantasma, utilizada por Moscou para transportar petróleo e contornar sanções internacionais.

A suspensão de parte dessas medidas foi comemorada por Kirill Dmitriev, representante russo envolvido em iniciativas de cooperação econômica. Em publicação nas redes sociais, ele classificou a decisão como um marco histórico e argumentou que as sanções prejudicam tanto os Estados Unidos quanto o mercado internacional.

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Nos Estados Unidos, porém, a reação foi diferente. O deputado democrata Don Beyer criticou a iniciativa e afirmou que Trump estaria cedendo às pressões russas, contrariando a intenção do Congresso de responsabilizar Moscou pela invasão da Ucrânia.

Zelensky critica decisão e cita ataques à infraestrutura

Zelensky afirmou que a suspensão das sanções representa uma oportunidade perdida de pressionar o governo russo a interromper a guerra. O presidente também relacionou a decisão aos ataques realizados por Moscou contra instalações de energia ucranianas.

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Segundo o líder ucraniano, ofensivas registradas na noite de sexta-feira (16) atingiram 15 instalações do setor energético e provocaram interrupções no fornecimento de eletricidade em diferentes regiões do país. Kiev teme que novos bombardeios agravem a situação da população com a aproximação do inverno no Hemisfério Norte.

O governo ucraniano informou ainda que ataques russos deixaram mortos e feridos em diferentes localidades. Em Kherson, autoridades relataram a morte de um motorista de ambulância e dezenas de feridos em ofensivas registradas no sábado (17).

O Ministério da Defesa da Rússia, por sua vez, afirmou que suas forças atingiram instalações relacionadas à indústria de defesa ucraniana, incluindo estruturas industriais e de energia.

A crise diplomática também está relacionada à decisão americana de permitir temporariamente a entrada de diesel russo no mercado dos Estados Unidos. A iniciativa foi apresentada como uma tentativa de aliviar a pressão sobre os preços da energia, que subiram em meio à guerra envolvendo o Irã.

O aumento dos combustíveis e da inflação representa um problema político para Trump às vésperas das eleições legislativas de meio de mandato. Zelensky, entretanto, argumenta que a compra de produtos energéticos russos pode fornecer recursos que ajudam Moscou a financiar suas operações militares.

O republicano também criticou os ataques ucranianos contra refinarias de petróleo russas, classificando as ofensivas como inaceitáveis. Zelensky respondeu que as ações fazem parte da defesa dos interesses de seu país.

Trump havia anunciado ainda um entendimento sobre uma possível trégua envolvendo ataques às instalações energéticas dos dois países. Kiev afirmou que poderia interromper suas ofensivas caso Moscou adotasse a mesma postura, mas novos ataques russos foram registrados nos dias seguintes.

Apoio militar americano também preocupa a Ucrânia

As divergências entre os dois governos se estendem ao apoio militar e tecnológico fornecido pelos Estados Unidos. Autoridades ucranianas relataram dificuldades após mudanças no funcionamento da rede de satélites Starlink, utilizada para manter comunicações e apoiar operações com drones.

Segundo Kiev, as restrições afetaram determinadas missões no campo de batalha. Trump negou ter interrompido o compartilhamento de informações de inteligência ou reduzido deliberadamente a velocidade da conexão para prejudicar a Ucrânia.

Apesar das tensões, Zelensky afirmou que representantes ucranianos mantiveram conversas com negociadores americanos na sexta-feira e indicou a possibilidade de um novo encontro entre as equipes na semana seguinte.

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