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Portugal ganha mais um ano para cumprir metas de déficit

Internacional|Do R7

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Os credores internacionais de Portugal, país da Eurozona sob assistência financeira, concederam um ano a mais, até 2015, para a redução da dívida abaixo de 3% do PIB, anunciou o ministro das Finanças, Vitor Gaspar.

"Os novos limites do déficit são de 5,5% do PIB em 2013, de 4% em 2014 e de 2,5% em 2015", afirmou Gaspar, ao apresentar as conclusões da sétima análise trimestral das reformas estruturais aplicadas pelo governo em troca do apoio financeiro da União Europeia (UE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

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As metas de déficit, que já haviam sido flexibilizadas em setembro, eram até agora de 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2013, de 2,5% em 2014 e de 2% em 2015.

O déficit de 2012 foi de 4,9%, segundo Gaspar, dentro do objetivo de 5%.

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O ministro disse que a agência europeia de estatísticas Eurostat se negou a incluir no cálculo os recursos gerados pela concessão dos aeroportos portugueses, o que elevaria o resultado a 6,6%.

Esta última análise da situação portuguesa, iniciada em 25 de fevereiro, foi a mais longa e difícil desde que a troika (UE-FMI e Banco Central Europeu) passou a examinar atentamente as contas do país.

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Como nas avaliações anteriores, a troika de credores aprovou os esforços do governo, o que possibilitou o empréstimo de uma nova parcela de ajuda de 2 bilhões de euros, de um total 78 bilhões de euros.

Em reconhecimento ao "resultado exemplar" de Portugal, "foi possível revisar os objetivos do déficit", comentou Gaspar.

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"A aplicação do programa segue globalmente seus contornos em uma conjuntura econômica difícil", indicou troika em um comunicado.

A dívida pública portuguesa supera 120% do PIB. Neste contexto, a troika concedeu ao governo a extensão do prazo, até 2015, para reduzir seus gastos públicos em cerca de 4 bilhões de euros. Originalmente, esta meta deveria ser cumprida entre 2013 e 2014.

Após uma recessão econômica de 3,2% em 2012, a mais grave desde 1975, Gaspar prevê para este ano uma queda do PIB de 2,3%.

O desemprego afeta 16,9% da população economicamente ativa e pode atingir 18,2% até o final do ano, chegando a 18,5%, uma patamar recorde, no próximo ano.

A flexibilização desses objetivos exigidos pela troika era algo exigido há tempos pelo setor patronal, sindicatos e a oposição de esquerda, na qual sua principal formação, o Partido Socialista, pediu uma renegociação do plano de ajuda.

Para satisfazer seus credores, o país aplica medidas de austeridade sem precedentes, com a diminuição dos salários e das aposentadorias, além do aumento de impostos.

Horas depois do anúncio das conclusões da troika, milhares de funcionários públicos participaram de um protesto nesta sexta-feira em Lisboa contra a política de rigor do governo, que pretende lançar um plano de aposentadorias negociadas no setor público.

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