Preço dos combustíveis pressiona resultado das eleições de meio de mandato nos EUA, diz especialista
Trump anunciou um cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia, mas países não confirmaram o pacto
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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O presidente Donald Trump anunciou um cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia. Segundo o norte-americano, o acordo tem efeito imediato e suspende os ataques contra estruturas de energia dos dois países. Moscou e Kiev não confirmaram o pacto.
No sábado (10), Trump alertou Zelensky de que ele deveria parar “imediatamente” de atacar refinarias russas e que o líder ucraniano havia perdido diversas oportunidades de fechar um acordo com Moscou.
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Apesar do anúncio do estadunidense, o presidente Volodymyr Zelensky acusou a Rússia de novos ataques nesta segunda-feira (12). Segundo ele, Moscou atingiu uma usina termelétrica em Kharkiv. Zelensky também pediu que os Estados Unidos garantam que a Rússia cumpra qualquer acordo de trégua.
Em entrevista ao Conexão Record News, Ricardo Cabral, especialista em segurança e estratégia internacional, afirma que os ataques russos visam, fortemente, diminuir a capacidade ucraniana de prosseguir na guerra. Enquanto os ataques a Moscou representam uma tentativa de Kiev de limitar as fontes de sustentação da máquina de guerra russa.
“Essa pressão sobre o mercado é o que está deixando Trump desconfortável, porque ele tem uma eleição daqui a três semanas. E o galão de diesel acima de US$ 4 (R$ 19,94, na cotação atual) é um problema para qualquer presidente americano”, diz Cabral sobre o preço do combustível nos EUA pautar as decisões de Trump.
Segundo o especialista, o presidente dos EUA está participando ativamente da campanha para as eleições de meio de mandato. “Ele está usando todo o seu carisma para tentar reverter uma derrota que se apresenta até o momento para os republicanos, e o preço do petróleo é fundamental nessa equação”, ressalta.
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