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Premiê da Líbia diz que país não será base para ataque a vizinhos

Internacional|Do R7

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TRÍPOLI, 19 Jan (Reuters) - As autoridades líbias não permitirão que o país seja usado como uma plataforma de lançamento de ataques que ameacem a segurança de seus vizinhos, disse neste sábado o primeiro-ministro da Líbia, Ali Zeidan.

Em meio ao caos desde a queda de Muammar Gaddafi, em 2011, o vasto deserto ao sul da Líbia se tornou uma rota de contrabando de armas que chegaram aos militantes da rede Al Qaeda na região mais distante no interior do Saara.

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"A Líbia não vai permitir que ninguém ameace a segurança de seus vizinhos", disse Zeidan a jornalistas.

A Líbia faz fronteira com a Argélia, onde um ataque de extremistas islâmicos a um complexo de extração de gás no deserto, esta semana, rapidamente se transformou em uma das maiores crises internacionais envolvendo reféns, alçando os militantes do Saara ao topo da agenda global.

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A crise argelina marca uma escalada grave da instabilidade no noroeste da África. Na semana passada, a França já havia deslocado para o Mali forças de combate a um grupo islamista que assumiu o controle de Timbuktu e outras cidades malinesas.

Zeidan negou relatos da mídia de que a base militar de Al-Waigh, no sudoeste da Líbia, perto da fronteira com o Níger, tinha sido utilizado "para lançar ataques contra países vizinhos", mas ele não deu mais detalhes.

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Às voltas com a violência, tráfico de drogas e de armas e um influxo de imigrantes ilegais, os novos governantes da Líbia anunciaram no mês passado o fechamento temporário das fronteiras do país com a Argélia, Níger, Chade e Sudão, para combater as ações ilegais no vasto deserto do sul líbio.

(Reportagem de Ali Shuaib)

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