Premiê de Israel diz que passageiro impediu um ‘outro 11 de Setembro’ em voo da flydubai
Benjamin Netanyahu revelou sobre o incidente e diz que homem que esfaqueou piloto pretendia derrubar o avião
Internacional|Do Estadão Conteúdo
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O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, revelou novos detalhes sobre o incidente ocorrido na quarta-feira, 30, em um voo da companhia dos Emirados Árabes Unidos flydubai.
Segundo Netanyahu, um passageiro israelense, encanador de profissão, evitou “outro 11 de Setembro” ao invadir a cabine e assumir o controle dos comandos depois que um dos pilotos esfaqueou seu colega, no que ele afirma ter sido uma tentativa de fazer o avião se chocar contra o solo.
Em entrevista à emissora americana “Fox News”, o primeiro-ministro relatou como o agressor “quase massacrou até a morte” o outro piloto, de nacionalidade indiana, que, em um ato de “incrível coragem”, conseguiu destravar a porta da cabine enquanto a aeronave perdia altitude em uma descida abrupta em picada que fez com que os passageiros “voassem contra o teto”.
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Foi nesse momento que o cidadão israelense, identificado como Yaniv Hayun, aproveitou uma breve estabilização da aeronave, invadiu a cabine e empurrou o agressor pelas costas, conseguindo sentar-se aos comandos e puxar a alavanca de controle para trás para evitar a colisão iminente. “Ele agiu com uma frieza e um heroísmo extraordinários”, elogiou Netanyahu, dizendo que o passageiro viajava com sua família e enfrentou o agressor para salvar as 174 pessoas a bordo.
“Perguntei a ele: ‘O que você faz da vida?’. E ele me disse: ‘Sou encanador. Desentupo problemas de esgoto’. Eu disse a ele que, com certeza, dessa vez ele tinha desentupido um grande”, brincou Netanyahu após se reunir com Yaniv, a quem recebeu no aeroporto com as roupas “completamente manchadas de sangue” do piloto ferido.
Quanto à autoria e à motivação do ataque, Netanyahu pediu cautela, indicando que é “muito cedo para saber”, embora tenha insinuado o possível envolvimento do Irã ou de seus “proxies” (Hamas e Hezbollah), afirmando que há “evidências claras” de que esses grupos buscam perpetrar atentados de vista às próximas eleições israelenses de outubro. O piloto agressor está detido e está sendo investigado na Arábia Saudita, país onde a aeronave teve que fazer um pouso de emergência.
Trump comenta incidente
Sobre esse mesmo incidente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentou sua própria versão dos fatos após conversar com Netanyahu. Segundo seu relato, a descida em picada do avião foi tão extrema e ultrapassou de tal forma os limites de velocidade para os quais a aeronave havia sido projetada que “a cauda se desprendeu da parte traseira” devido à brutal pressão aerodinâmica.
Quanto à intervenção do civil, Trump afirmou que ele “nunca havia voado de avião, raramente viajava de avião” e que, apesar disso, “pegou na alavanca de comando, a levantou e estabilizou o avião antes que ele se chocasse”. O presidente se mostrou surpreso com a explicação do passageiro, que afirmou saber como agir por ter assistido ao programa de TV “Desastres Aéreos”.
A companhia aérea dos Emirados Árabes, flydubai, confirmou ontem, em um comunicado, que ocorreu “uma briga na cabine de comando” e que o avião teve que ser desviado para a Arábia Saudita para uma aterrissagem de emergência, ao mesmo tempo em que insistiu que as investigações continuam para esclarecer o ocorrido, e por isso pediu que não se especule sobre a origem do incidente.
A companhia aérea anunciou, horas depois, a suspensão de todos os seus voos com origem ou destino em Israel “enquanto a investigação continua”, insistindo assim que se trata de uma medida “temporária” que permitirá que as autoridades trabalhem e “esclareçam” as circunstâncias do ocorrido.
“Estamos totalmente comprometidos em apoiar a investigação em andamento e em manter os mais altos padrões de segurança em toda a nossa rede. Mantemos uma estreita coordenação com as autoridades governamentais, os órgãos reguladores e as partes interessadas do aeroporto, e reavaliaremos a suspensão à medida que tivermos mais informações”, acrescentou.
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