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Premiê português promete cumprir metas dos credores

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Por Andrei Khalip e Daniel Alvarenga

LISBOA, 30 Jul (Reuters) - O primeiro-ministro de Portugal, Pedro Passos Coelho, descartou na terça-feira qualquer recuo nas metas econômicas, e obteve uma tranquila aprovação do seu novo gabinete, numa demonstração de unidade da coalizão após divisões por causa das medidas de austeridade.

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Falando ao Parlamento antes da votação simbólica, Pedro Passos Coelho disse também que a economia dá sinais de que o início da recuperação pode ser iminente, após uma recessão longa e profunda.

"Restam dez meses do programa de assistência, cheio de desafios e escolhas difíceis. Mas certamente não é agora que iremos fraquejar... Conseguiremos fazer cortes estruturais de gastos sob os termos já anunciados", afirmou.

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Todos os deputados dos dois partidos centro-direitistas da coalizão, com sólida maioria, votaram a favor da moção de confiança.

O Partido Socialista e dois outros partidos de esquerda votaram contra, e seus líderes rejeitaram o otimismo do primeiro-ministro sobre a economia, argumentando que a austeridade fiscal levará a um desastre.

Uma dúzia de manifestantes nas galerias colocou nariz de palhaço contra a moção, descrita pelo líder socialista José Seguro como um "ato de faz-de-conta" .

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