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Presidente da Ucrânia dá sinal de buscar acordo, mas premiê critica manifestantes

Internacional|Do R7

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Por Richard Balmforth e Pavel Polityuk

KIEV, 23 Jan (Reuters) - O presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovich, pediu uma sessão de emergência do Parlamento para encerrar a crise política e os violentos protestos, em um sinal de que ele pode estar disposto a suavizar sua dura posição e aceitar um acordo.

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Yanukovich deve conversar nesta quinta-feira com líderes oposicionistas, incluindo o boxeador dos peso-pesados Vitaly Klitschko, que se tornou político. Manifestantes antigovernamentais na capital concordaram em firmar uma trégua com a polícia até as 20h (16h em Brasília), à espera do resultado.

Segundo a página do Parlamento na Internet, a sessão especial será realizada na terça-feira.

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Em uma amostra do nível de desconfiança entre governo e oposição, o primeiro-ministro do país, Mykola Azarov, acusou os manifestantes de tentarem dar um golpe de Estado e descartou a possibilidade de antecipação da eleição presidencial para resolver o impasse.

"Todos aqueles que apoiam este golpe deveriam dizer claramente 'Sim, nós somos a favor da derrubada das autoridades legítimas da Ucrânia', e não se esconderem atrás de manifestantes pacíficos", declarou Azarov no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

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"Uma autêntica tentativa de golpe de Estado está sendo promovida", disse ele, de acordo com a agência russa de notícias Interfax.

Azarov declarou à Reuters que o governo não tinha planos de instituir um estado de emergência: "Nós não vemos a necessidade de medidas duras e extremas no momento... Mas não coloquem o governo diante de um impasse", disse ele.

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"As pessoas não deveriam pensar que o governo não dispõe de recursos para acabar com isso. É nosso direito constitucional e obrigação restaurar a ordem no país."

Os protestos contra Yanukovich começaram em novembro, quando ele desistiu de assinar um acordo de livre comércio com a União Europeia em favor de laços econômicos mais estreitos com a Rússia, que dominava o país na era soviética.

A agitação aumentou nas últimas semanas e se tornou violenta no domingo, quando radicais linha-dura deixaram a principal área do protesto na capital, Kiev, e entraram em violento confronto com a polícia antimotim.

Três pessoas foram mortas do lado dos manifestantes -- duas delas com ferimentos de bala -- e mais de 150 policiais ficaram feridos.

No interior, milhares de pessoas invadiram nesta quinta-feira a sede do governo regional em Rivne, no oeste do país, quebrando portas e exigindo a libertação de pessoas presas nos protestos locais, informou a agência de notícias Unian.

ALARME NO EXTERIOR

A turbulência na Ucrânia vem causando preocupação no exterior. Um porta-voz da Casa Branca alertou para possíveis sanções contra o país e disse que as tensões eram o resultado direto de um governo que fracassa em reconhecer as "legítimas" reivindicações de seu povo.

A chanceler alemã, Angela Merkel, expressou revolta com a repressão aos manifestantes.

"Nós estamos amplamente preocupados, e não somente preocupados, mas também indignados pelo modo como foram aprovadas leis que põem em questão essas liberdades", disse ela em entrevista à imprensa.

Mas Merkel acrescentou que nesta fase seria errado se a Europa respondesse à violência com sanções.

O presidente francês, François Hollande, apelou às autoridade ucranianas que "busquem rapidamente o diálogo".

O ex-líder soviético Mikhail Gorbachev pediu que os presidentes da Rússia e Estados Unidos ajudem a mediar negociações e disse que a Ucrânia está diante de uma possível "catástrofe".

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