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Presidente da Zâmbia, Michael Sata, morre em Londres

Internacional|Do R7

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Por Chris Mfula

LUSAKA (Reuters) - O presidente da Zâmbia, Michael Sata, uma controversa figura apelidada de “Rei Cobra” por causa de sua língua venenosa, morreu em Londres, onde estava sob tratamento médico, informou nesta quarta-feira o governo do país africano.

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Sata, cujos ataques a companhias estrangeiras de mineração atrapalharam investidores, morreu na noite de terça-feira no Hospital Rei Edward 7º, de acordo com os sites Zambia Reports e Zambian Watchdog. Ele tinha 77 anos. 

A causa da morte não foi imediatamente revelada, mas Sata, que tornou-se presidente do segundo maior produtor de cobre da África em 2011, já estava doente há algum tempo. 

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“Como vocês estão sabendo, o presidente estava recebendo tratamento médio em Londres”, disse o secretário de gabinete Roland Msiska a uma TV estatal. “O chefe de Estado faleceu em 28 de outubro. A morte do presidente Sata é profundamente lamentada."

Sata vai ser substituído interinamente pelo vice-presidente Guy Scott, tornando-se o primeiro chefe de Estado branco da África desde FW de Klerk, na África do Sul, em 1994.

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O ministro da Defesa, Edgar Lungu, disse que uma nova eleição presidencial vai ser realizada dentro de três meses. A maioria dos analistas diz que Scott não deve concorrer por causa de restrições à sua cidadania. 

Analistas disseram que investidores não devem sentir falta do estilo confrontacional de liderança de Sata. 

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“O presidente Sata tem sido uma figura divisiva do Zâmbia no front econômico, adotando medidas autoritárias e políticas ad hoc contra o crucial setor de mineração nos últimos anos, o que prejudicou o investimento”, disse a consultoria sul-africana ETM. 

“A morte do presidente pode abrir caminho para uma administração mais reformista e ajudar a remover as amplas incertezas políticas."

O variado currículo de Sata incluía serviços como policial, funcionário de linha de produção automotiva, sindicalista comercial e auxiliar de limpeza de plataforma na estação de Vitória, em Londres. 

Ele deixou a Zâmbia no dia 19 para receber tratamento médico, acompanhado de sua esposa e de membros de sua famílai. 

(Por Chris Mfula e Ed Cropley)

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