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Presidente de Cuba só falará com Trump se for tratado como igual

Miguel Díaz-Canel afirmou em entrevista transmitida nesta domingo (16) que não aceitará imposição ou concessões do presidente dos EUA

Internacional|Do R7

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'Não aceitamos imposições' afirmou Díaz-Canel
'Não aceitamos imposições' afirmou Díaz-Canel

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, disse na primeira entrevista desde que tomou posse, em abril, que seu governo não pode conversar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enquanto o governo norte-americano mantiver atitude "anormal" em relação à ilha comunista.

"Queremos dialogar, mas precisa ser como iguais", disse Díaz-Canel na entrevista abrangente à rede de televisão venezuelana Telesur transmitida na noite de domingo (16), ecoando seu antecessor e mentor, Raúl Castro.

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"Não aceitamos imposições e não estamos dispostos a fazer concessões", disse.

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As relações Cuba-EUA se deterioraram rapidamente desde que Trump tomou posse e começou a revogar em parte as medidas históricas de reaproximação adotadas por seu antecessor, Barack Obama, depois de décadas de hostilidade.

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Elas também pioraram devido ao que Washington disse ser uma série de ataques à saúde de diplomatas radicados em Havana. Cuba nega qualquer envolvimento.

"Cuba não ataca, Cuba defende, Cuba compartilha", disse Díaz-Canel, que se referiu muitas vezes a Fidel Castro, líder falecido da revolução de 1959, e ao seu irmão caçula, Raúl, durante a entrevista.

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Raúl, de 87 anos, continua à frente do Partido Comunista até 2021 e é "como um pai" para Díaz-Canel, segundo o presidente de 58 anos, que contou que os dois conversam quase todos os dias.

Díaz-Canel elogiou a aliança cubana de longa data com a Venezuela, e também disse que louvou a vitória presidencial do líder de esquerda Andrés Manuel López Obrador no México, que foi "animadora" para a América Latina.

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Quanto ao projeto de uma nova Constituição sendo debatido em reuniões comunitárias em toda Cuba, Díaz-Canel disse que a retirada da palavra "comunismo" não significa que o país está renunciando a esta aspiração.

O documento, que deve substituir uma Constituição da época da Guerra Fria, ainda menciona o socialismo, que implica o comunismo, disse ele.

Díaz-Canel ainda disse apoiar a proposta de mudança constitucional para permitir o casamento de pessoas do mesmo sexo.

"Defendo que não exista nenhum tipo de discriminação", disse, embora caiba ao povo cubano decidir se inclui essa alteração.

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