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Presidente filipino faz novo apelo à Indonésia contra execução de condenada à morte

Mary Jane Veloso é uma das nove pessoas que devem ser executadas a partir desta terça-feira

Internacional|Do R7

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Ativistas acenderam velas em frente à embaixada da Indonésia pedindo o cancelamento da execução de Mary Jane Veloso
Ativistas acenderam velas em frente à embaixada da Indonésia pedindo o cancelamento da execução de Mary Jane Veloso

O presidente das Filipinas, Benigno Aquino, disse ter feito um último apelo ao governo da Indonésia para poupar a filipina que está entre os nove prisioneiros que serão executados por tráfico de drogas nesta terça-feira (28), alegando que ela poderia ser uma testemunha importante na investigação de cartéis de drogas.

O apelo foi o terceiro pedido pessoal do presidente, após a Procuradoria-Geral da Indonésia ter rejeitado o pedido das Filipinas na segunda-feira (27) para uma segunda revisão jurídica do caso de Mary Jane Veloso, cujos advogados dizem que agiu como "mula" sem saber para traficantes de drogas.

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Brasileiro "não tem mais direito a recurso" na Indonésia

Aquino disse a repórteres na Malásia, onde participa de um encontro entre líderes do sudeste asiático, que Mary Jane começou a cooperar com as autoridades após mostrar hesitação no passado.

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"Ela apresenta uma oportunidade agora de conseguir desmascarar todos os participantes e começar o processo de trazê-los para as barras da Justiça. Então apresentamos isto", disse Aquino.

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Mary Jane é uma dos nove traficantes condenados à morte por fuzilamento pelas autoridades da Indonésia. O país possui penas severas para crimes relacionados a drogas e voltou com as execuções em 2013 após uma pausa de cinco anos.

Entre as nove pessoas condenadas à morte está o brasileiro Rodrigo Gularte, que deve se tornar o segundo cidadão do país a ser executado na Indonésia este ano após o fuzilamento de Marco Archer, em janeiro, também condenado por tráfico de drogas.

A execução de Archer provocou uma tensão diplomática entre Indonésia e Brasil, depois que pedidos por clemência feitos pelo governo brasileiro também foram rejeitados.

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