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Presidente iemenita muda cinco ministros após protestos sociais

Internacional|Do R7

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Sana, 11 jun (EFE).- O presidente do Iêmen, Abdo Rabbo Mansour Hadi, remodelou cinco ministérios do governo depois dos protestos que nesta quarta-feira se desenvolveram no país contra a deterioração dos serviços públicos e a escassez de combustível. A agência oficial de notícias "Saba" informou que o líder destituiu o ministro das Finanças, Sajr al Uayir, e colocou em seu lugar o chefe da administração aduaneira, Mohammed Zamam. Hadi nomeou também como ministro do Petróleo Ahmed Shaea, que ocupará o lugar de Khaled Bahah, e ministro de Eletricidade Mohsen al Quaa, em substituição de Saleh Samia. As outras mudanças afetam o titular de Relações Exteriores, Abu Bakr al Kurbi, em cujo posto foi colocado Gamal al Sulal; e o de Informação, Ali al Amrani, que foi substituído pelo chefe do gabinete do presidente, Nasser Mustafa. Em lugar deste último, Hadi colocou Ahmed bin Mubarak como novo responsável do escritório presidencial. Trata-se da segunda remodelação do governo de coalizão nacional de Mohammed Salem Basandawa, formado em fevereiro de 2012 depois dos protestos que derrubaram o presidente Ali Abdullah Saleh. As forças de segurança dispersaram os manifestantes que bloquearam algumas ruas principais da capital Sana para reivindicar que o governo proporcione combustível, eletricidade e água. A polícia lançou disparos ao ar e empregou gás lacrimogêneo contra os manifestantes que colocaram pedras e pneus em várias vias, como a rua que conduz à residência do presidente. Os manifestantes exigiram que o Estado proporcione combustíveis, que há dois meses estão escassos no país. Por sua parte, o governo expressou sua intenção de tirar os subsídios dos combustíveis, que custam ao orçamento nacional ao redor de US$ 3 bilhões anuais. A escassez de gasolina originou cortes constantes dos serviços de eletricidade e de água. Além disso, o Iêmen está pelo segundo dia consecutivo sem eletricidade depois que combatentes tribais sabotaram fios na província petrolífera de Marib, ao nordeste da capital. EFE ja-ms-bds/ff

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