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Presidente russo renuncia a direito de usar forças militares na Ucrânia

Internacional|Do R7

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Por Kevin Liffey e Alexei Anishchuk

MOSCOU/VIENA (Reuters) - O presidente russo, Vladimir Putin, pediu à Câmara Alta do Parlamento da Rússia nesta terça-feira que revogue o direito que lhe concedeu de ordenar uma intervenção militar na Ucrânia em defesa da população que fala russo no leste ucraniano.

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Minutos antes de Putin falar, Kiev disse que rebeldes pró-Rússia derrubaram um helicóptero militar, provavelmente matando todas as nove pessoas a bordo. Foi a mais séria violação da trégua temporária acordada nas conversas entre governo e rebeldes menos de 24 horas antes.

O gesto de Putin foi calorosamente recebido no Ocidente como sinal de que Moscou está disposto a ajudar a arquitetar um acordo no leste da Ucrânia, onde uma rebelião pró-Rússia contra Kiev começou em abril.

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O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, chamou a manobra de "primeiro passo prático" depois da declaração de apoio de Putin no fim de semana passado ao plano de paz de Poroshenko para o leste conflagrado.

Mas o próprio líder russo disse esperar agora que a Ucrânia inicie conversas sobre a salvaguarda dos direitos da minoria falante de russo que a Rússia continuaria a defender.

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“Não basta anunciar um cessar-fogo”, afirmou ele a repórteres em uma visita a Viena, na Áustria. “Uma discussão substantiva sobre a essência do problema é crucial.”

Na resolução de 1º de março, o Conselho da Federação havia concedido a Putin o direito de “usar as Forças Armadas da Federação Russa no território da Ucrânia até a situação social e política no país se normalizar”.

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A resolução, assim como a anexação russa da Crimeia, uma península da Ucrânia, levaram as relações entre Ocidente e Oriente ao seu pior momento desde o fim da Guerra Fria, e os Estados Unidos e a Europa a aplicarem sanções contra Moscou.

O Conselho da Federação deve discutir a anulação da resolução na quarta-feira e aprovar a proposta.

A porta-voz da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Oana Lungescu, declarou: “Esperamos que a Rússia retire suas tropas e infraestrutura militar da fronteira ucraniana, pare de apoiar grupos separatistas armados e o fluxo de armas e mercenários através da fronteira e denuncie publicamente a violência separatista na Ucrânia."

Uma porta-voz da chefe de Política Externa da União Europeia, Catherine Ashton, preferiu não comentar quando indagada se o gesto de Putin irá reduzir a probabilidade de sanções mais rígidas a serem discutidas em uma cúpula da UE em Bruxelas na sexta-feira.

A Casa Branca saudou o recuo de Putin, mas disse que deve haver “ações tangíveis” para arrefecer a crise.

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