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Presidente sírio baixa decreto que concede ampla anistia

Internacional|Do R7

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BEIRUTE (Reuters) - O presidente sírio, Bashar al-Assad, anunciou uma anistia ampla nesta segunda-feira, menos de uma semana depois de ter sido reeleito para mais um mandato de sete anos, em meio a uma guerra civil. Com a medida ele cumpre uma de suas promessas de campanha eleitoral, anunciou a TV estatal.

Em um decreto publicado pela imprensa estatal, Assad converteu algumas sentenças de morte em prisão perpétua, reduziu penas de prisão para muitos delitos e cancelou algumas penas.

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Os estrangeiros que entraram no país "para se juntar a um grupo terrorista ou cometer um ato terrorista" receberão anistia se eles se renderem às autoridades em até um mês, afirma o decreto. Sequestradores que libertem seus reféns e desertores do Exército também serão beneficiados, diz o documento.

Assad emitiu diversas anistias desde que os protestos contra seu governo começaram em março de 2011. As manifestações foram reprimidas pelas forças de segurança, e o conflito se transformou em uma guerra civil que já matou mais de 160.000 pessoas.

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Seus oponentes dizem que apenas uma fração dos detidos foi liberada em anistias anteriores, deixando milhares de pessoas, incluindo ativistas políticos e opositores, assim como criminosos comuns, na prisão, onde dizem que muitos são submetidos a torturas.

O ex-enviado de paz Lakhdar Brahimi, que deixou o cargo no final de maio, após o fracasso das negociações de paz em Genebra, disse que havia entregue a Assad uma lista de prisioneiros cuja libertação é exigida pela oposição.

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"Ele sabe que há de 50.000 a 100.000 pessoas em suas prisões, e que algumas delas são torturadas todos os dias", disse Brahimi à revista alemã Der Spiegel, em entrevista publicada no fim de semana.

O decreto divulgado nesta segunda-feira conta com várias exceções para a anistia, sem especificar quais infrações estão cobertas.

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Rebeldes que lutam para derrubar Assad também fizeram milhares de prisioneiros. O Observatório Sírio para os Direitos Humanos, com sede no Reino Unido, pediu no sábado ao grupo Estado Islâmico do Iraque e do Levante que liberte mais de 2.000 presos, incluindo 150 crianças curdas em idade escolar, que essa organização disse ter sequestrado no mês passado.

O decreto de Assad diz que os presos com idade superior a 70 anos ou que sofrem de doenças incuráveis ​​seriam libertados. Traficantes de drogas e armas teriam penas de prisão reduzidas, assim como presos condenados por crimes econômicos.

(Reportagem de Dominic Evans)

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