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Primeiras eleições da era pós-Chávez serão realizadas em 14 de abril

Internacional|Do R7

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As eleições para substituir o presidente venezuelano Hugo Chávez, morto na última terça-feira, serão realizadas no próximo dia 14 de abril, um domingo, com uma campanha eleitoral de apenas 10 dias.

"Convocamos a eleição presidencial para o dia 14 de abril de 2013", anunciou neste sábado a presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Tibisay Lucena.

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A campanha eleitoral acontecerá de 2 a 11 de abril, e as candidaturas serão apresentadas entre amanhã e segunda-feira, informou Tibisay, acrescentando que as eleições municipais de julho foram "suspensas" até nova data.

"As eleições convocadas para 14 de abril são perfeitamente realizáveis", afirmou a presidente do CNE, citando "a solidez" do sistema eleitoral venezuelano.

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Minutos depois, a coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) anunciou que participará das eleições "unida", e que propôs a Henrique Capriles ser seu candidato.

"Decidimos, por unanimidade, oferecer a candidatura presidencial da Unidade àquele que foi nosso candidato nas eleições presidenciais recentes", anunciou o secretário executivo da MUD, Ramón Guillermo Aveledo.

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Capriles, 40, que perdeu as eleições de outubro passado, em que Chávez conquistou um terceiro mandato, publicou minutos depois, em sua conta no Twitter, que anunciaria sua decisão nas próximas horas, e agradeceu à MUD.

"Todos reconhecemos em Henrique Capriles Radonski a pessoa para representar esta opção da alternativa de mudança", disse Aveledo.

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As eleições serão realizadas um dia depois do Dia da Dignidade Nacional, que comemora o retorno de Chávez ao poder após o golpe de Estado de 11 de abril de 2002.

O CNE terá organizado, em seis meses, três eleições de nível nacional: as presidenciais de 7 de outubro, vencidas por Chávez; as regionais de 16 de dezembro, em que o oficialismo ganhou 20 dos 23 governos; e as de 14 de abril.

Há três semanas, o instituto de pesquisas Hinterlaces estimou que Nicolás Maduro derrotaria Capriles por 14 pontos em uma eventual eleição presidencial.

Maduro tomou posse nesta sexta-feira como presidente interino da Venezuela, pedindo a convocação imediata de eleições e nomeando Jorge Arreaza, genro de Hugo Chávez, vice-presidente.

"Juro, em nome da lealdade mais absoluta ao comandante Hugo Chávez, que cumpriremos, que faremos cumprir esta Constituição bolivariana com a mão dura de um povo disposto a ser livre", disse Maduro diante do presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, em uma cerimônia transmitida em rede nacional de rádio e TV.

"Chávez continua governando através de Maduro", afirmou o ex-vice-presidente e figura influente do chavismo José Vicente Rangel, uma mensagem que ecoa em todo o oficialismo.

"O chavismo continua, já é uma ideologia. Não seguiremos agora um 'madurismo', é o chavismo que continua com Maduro", disse à AFP Omaira Salazar, 64, uma entre as centenas de milhares de pessoas que aguardavam na fila para ver o corpo de Chávez na Academia Militar.

Quatro dias após a morte do presidente, vestidos de vermelho e agitando bandeiras da Venezuela, simpatizantes de Chávez continuavam aguardando horas para passar em frente a seu caixão, que permanecerá na capela ardente até o fim da próxima semana.

"Obrigada por preencherem um pouco este imenso vazio! Todo o meu amor para vocês!", publicou no Twitter María Gabriela, filha de Chávez.

O corpo, embalsamado, ficará exposto no antigo forte de Caracas, onde, em 4 de fevereiro de 1992, Chávez lançou seu golpe de Estado fracassado, considerado o início da "revolução bolivariana". O "comandante presidente" já começa a ser chamado de "líder supremo".

mis/app/yow/lb

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