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Primeiro-ministro libanês Najib Mikati renuncia ao cargo

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O primeiro-ministro libanês, Najib Mikati, anunciou nesta sexta-feira (22) sua renúncia após uma reunião do governo marcada pelas divergências entre seus membros sobre a realização de eleições legislativas.

O próprio Mikati explicou diante da sede do Conselho de Ministros que sua renúncia se deve também às diferenças dentro do gabinete sobre a prorrogação do mandato do chefe da polícia, general Ashraf Rifi, que foi rejeitada pelo grupo xiita Hezbollah.

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— Hoje anuncio a renúncia de meu governo e espero que seja uma via para que todos os grupos assumam sua responsabilidade e retomem o diálogo.

O primeiro-ministro demissionário insistiu que as eleições legislativas devem acontecer na data prevista, 9 de junho, "quaisquer que sejam as circunstâncias", mas reconheceu que após o ocorrido no Conselho de Ministros, "nenhum projeto de lei será adotado nos prazos constitucionais".

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Mikati reconheceu que teve intenção de renunciar em duas ocasiões anteriores, uma delas quando teve que abonar a parcela correspondente ao Líbano para o tribunal especial da ONU que investiga o assassinato do ex-primeiro-ministro, Rafik Hariri, em fevereiro de 2005, ao que se opôs o Hezbollah.

O Executivo libanês que renunciou hoje foi incapaz de alcançar um consenso para a formação de uma comissão eleitoral que supervisione o pleito de junho, já que o Hezbollah quer que se prolongue o mandato do Parlamento atual, onde tem a maioria.

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O grupo xiita, por outro lado, rejeita a continuidade do general Rifi à frente da chefia da polícia, porque o considera próximo à oposição anti-Síria.

Agora a expectativa é que o presidente do Líbano, Michel Suleiman, inicie consultas com os grupos políticos do Parlamento para escolher um novo primeiro-ministro.

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Mikati foi designado chefe do Executivo em 25 de janeiro de 2011 após a queda do gabinete liderado por Saad Hariri e obteve o cargo graças ao apoio de uma coalizão liderada pelo Hezbollah.

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