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Prisioneiro de guerra libertado viaja da Alemanha aos EUA

Internacional|Do R7

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Por David Alexander

WASHINGTON (Reuters) - O sargento do Exército Bowe Bergdahl, que passou cinco anos como prisioneiro de guerra do Taliban até ser libertado em 31 de maio, deixou um hospital militar norte-americano na Alemanha nesta quinta-feira e viajou para os Estados Unidos, onde receberá tratamento adicional, afirmou o Pentágono.

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O porta-voz do Pentágono, o contra-almirante John Kirby, disse que Bergdahl deixou a Base Aérea de Ramstein, na Alemanha, a bordo de um avião militar na tarde desta quinta-feira e deverá chegar na manhã de sexta-feira em San Antonio, onde receberá cuidados adicionais no Centro Médico Brooke, do Exército.

"Nossa primeira prioridade é ter certeza de que o sargento Bergdahl continue recebendo o cuidado e o apoio que ele precisa", disse Kirby, em comunicado.

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Bergdahl foi entregue para as forças dos EUA no Afeganistão em 31 de maio em troca da libertação de cinco líderes do Taliban detidos na prisão de Guantánamo, em Cuba.

A entrega de Bergdahl provocou uma onda de euforia que foi rapidamente substituída por um alvoroço político sobre a libertação dos membros do Taliban.

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Os parlamentares criticaram o governo por não ter avisado com a antecedência de 30 dias sobre a transferência dos presos de Guantánamo, conforme exigido por lei. Alguns alegaram que, ao fazer o acordo, a administração violou essencialmente a sua política contra negociações com terroristas.

Alguns dos ex-colegas de Bergdahl no Afeganistão também manifestaram indignação, acusando ele de ter desertado quando abandonou o seu posto em circunstâncias pouco claras e mais tarde foi capturado.

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O secretário de Defesa, Chuck Hagel, reconheceu em uma audiência no Congresso na quarta-feira que o acordo de troca era confuso e imperfeito, mas defendeu a decisão do governo de ir em frente com o pacto.

"Nós tomamos a decisão correta e fizemos pelas razões certas: para trazer para casa um dos nossos cidadãos", disse ele. "Os EUA não deixam os seus soldados para trás."

O tenente-coronel da Força Aérea, Tom Crosson, outro porta-voz do Pentágono, disse que Bergdahl receberá tratamento no centro médico militar "durante o tempo que ele precisar".

(Reportagem adicional de Laura Zuckerman)

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