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Procuradoria da Venezuela investigará áudio que revela disputas no chavismo

Internacional|Do R7

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Caracas, 23 mai (EFE).- A procuradora-geral da Venezuela, Luisa Ortega, ordenou nesta quinta-feira uma investigação sobre o conteúdo de uma gravação, divulgada pela oposição e atribuída a um conhecido comentarista chavista, que revela uma conspiração política e militar de dirigentes do governo contra o presidente Nicolás Maduro. "Instruí que se inicie a investigação pela suposta gravação de Mario Silva", escreveu a procuradora em sua conta no Twitter. Luisa Ortega fez o anúncio no mesmo dia em que deputados opositores foram à Procuradoria Geral pedir que se averigúe o conteúdo da gravação, divulgada na segunda-feira passada por integrantes da opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD). Na gravação se escuta uma conversa atribuída a Mario Silva, apresentador do programa noturno "La Hojilla", transmitido pelo canal estatal "VTV", e Aramis Palacio, identificado como um alto chefe do Serviço de Segurança de Estado cubano. Na própria segunda-feira passada, Silva disse que a gravação era uma montagem do Mossad israelense e da CIA (agência de inteligência dos Estados Unidos) e anunciou que não apresentaria seu programa por tempo indefinido por problemas de saúde. No polêmico áudio se menciona uma "conspiração" militar contra Maduro e um esquema de corrupção supostamente dirigido pelo presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Diosdado Cabello. O deputado Ismael García, em representação da opositora MUD, solicitou nesta quinta-feira à Procuradoria Geral a investigação da gravação, pois ali são reveladas vários delitos, entre eles a ingerência de militares cubanos nas Forças Armadas da Venezuela. A Assembleia Nacional rejeitou nesta semana investigar as revelações do áudio, que, segundo o líder opositor Henrique Capriles, mostram "a podridão do governo". Por sua vez, Maduro sustentou que, ao apresentar a gravação, a oposição tenta dividir a "revolução", mas que não conseguirá, pois cada vez que tenta o chavismo "se une ainda mais". EFE ig/rsd

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