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Professor aponta os houthis como motivo da divisão entre a Arábia Saudita e o Irã

Vitélio Brustolin comentou sobre a história do grupo terrorista e o envolvimento do governo britânico

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, apoia aviões sauditas contra o grupo terrorista Houthi.
  • Os Houthis, apoiados pelo Irã, controlam parte da costa do Iêmen, ameaçando o trânsito marítimo no estreito de Babelmândebe.
  • O possível fechamento do estreito pode impactar o comércio internacional, aumentando custos e inflacionando a economia global.
  • Um bloqueio anterior foi resolvido por uma coalizão formada durante o governo Biden, e uma ação semelhante pode ser necessária novamente.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, confirmou o apoio e proteção a aviões sauditas no combate ao grupo terrorista houthis. Há semanas, os rebeldes atacam a capital e os oleodutos da Arábia Saudita. A região é palco de conflitos desde 2014, ano em que os houthis tomaram o comando da capital do Iêmen, Sanaa, e passaram a receber apoio do Irã.

“É por conta também dos houthis que há uma divisão entre a Arábia Saudita e o Irã, porque o Irã apoia esse grupo”, comentou o professor de relações internacionais da UFF (Universidade Federal Fluminense) Vitélio Brustolin, durante o Conexão Record News desta terça (22). O grupo mantinha uma trégua com o governo saudita desde 2022, mas 2026 viu o retorno do conflito.

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Em posse de um arsenal que contém de drones a mísseis, os houthis ainda controlam uma parte da costa do Iêmen, uma localização que ameaça afetar o trânsito marítimo no estreito de Babelmândebe, que dá acesso ao Mar Vermelho e ao Canal de Suez. Segundo Brustolin, o possível fechamento do estreito colocaria o comércio internacional em risco mais uma vez.

Navios de transporte teriam que contornar a África, uma rota que: “aumenta em muitos dias a necessidade de transporte das mercadorias, aumenta o custo do frete, aumenta o custo do seguro e inflaciona a economia do mundo inteiro”. Um bloqueio anterior ocorreu durante o governo Biden, que formou uma coalizão de 10 países para reabrir a área. “Isso pode ser necessário novamente”, concluiu.

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