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Projeto de lei italiano pode reduzir três dias da pena total de presos para cada livro lido 

A proposta colabora com a cultura do preso e enfrenta a superlotação dos presídios no país 

Internacional|Do R7

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Para criador, a leitura promove resgate social e pessoal
Para criador, a leitura promove resgate social e pessoal

O Comitê Regional da Calábria, na Itália, aprovou um projeto de lei que reduz o tempo de cárcere de presos de acordo com a quantidade de livros que eles leem.

Segundo a proposta, os presos terão três dias cortados da sentença total para cada livro que lerem. 


Em um ano, os presos poderiam reduzir 48 dias da pena total. Mas de acordo com o jornal italiano Corriere della Sera, a proposta só vale para quem deve cumprir uma pena mínima de seis meses. 

Educadores acompanharão as leituras dos presos para evitar qualquer tipo de fraude. A proposta italiana veio do oficial de cultura regional da Calábria, Mario Caligiuri e deve ser aprovada no Conselho Regional antes de ser levada ao Parlamento.


Em tempos de escassez de água limpa, livros “potáveis” podem salvar vidas

Em entrevista ao jornal, Caligiuri explicou a visão.


— A leitura é um antídoto extraordinário que promove a conscientização e o resgate social e pessoal. 

Além de promover a cultura dentro das prisões, a medida seria uma solução para reduzir o problema da superlotação nas prisões da Itália.


De acordo com o The Local, um tabloide italiano, o país tem o segundo maior nível de superlotação em presídios da Europa. 

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