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Promotores indianos usarão DNA como prova de estupro; defesa contesta

Internacional|Do R7

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Por Sanjeev Miglani e Suchitra Mohanty

NOVA DHÉLI, 21 Jan (Reuters) - Exames de DNA feitos em roupas ensanguentadas e amostras da pele servirão de base para que promotores indianos peçam a condenação de cinco adultos e um adolescente acusados de envolvimento em um caso de estupro que provocou comoção nacional.

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Os promotores apresentarão também registros de telefonemas em celulares e um depoimento da vítima e de um amigo dela, relatando o estupro coletivo cometido dentro de um ônibus de Nova Délhi na noite de 16 de dezembro. A mulher, uma universitária de 23 anos, morreu dias depois de prestar depoimento, por causa das lesões sofridas no ataque.

Mas o julgamento pode acabar inocentando os réus, já que a má qualidade das práticas forenses na Índia é uma das principais razões para a grande taxa de impunidade nos casos de estupro.

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Advogados dos acusados disseram à Reuters que estão se preparando para contestar as conclusões dos peritos, apontando-as como manipuladas.

Eles também podem alegar que o processo foi distorcido porque a polícia apressou a investigação diante da repercussão do caso. Dois dos quatro advogados dos réus dizem que seus clientes foram torturados na prisão para fazerem confissões que parecem ser excessivamente semelhantes.

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"Todas as declarações dizem a mesma coisa. É como se alguém as tivesse ditado", afirmou o advogado Manohar Lal Sharma à Reuters.

Um porta-voz policial não quis comentar as críticas sobre as confissões.

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