Protesto contra Evo Morales põe fogo na Corte Eleitoral da Bolívia
Incêndio começou em decorrência de uma manifestação contrária à candidatura do presidente para o quarto mandato consecutivo
Internacional|Raphael Hakime, do R7

Um grupo contrário à candidatura do presidente Evo Morales à reeleição, que, se eleito, vai para seu quarto mandato, incendiou o Tribunal Eleitoral Departamental (TED) de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, na noite da última terça-feira (12).
Os suspeitos são, supostamente, pessoas infiltradas na multidão, que atearam fogo ao prédio utsando coquetéis molotov. Eles estavam encapuzados.
De acordo com o jornal El Diário, da Bolívia, a marcha, encabeçada por universitários, começou pacífica. Mas, à noite, ficou violenta com o caso de vandalismo do prédio da Justiça Eleitoral. A empresa estatal de telecomunicações Entel e um prédio do serviço de registro civil do país também foram alvos dos vândalos.

A maior parte das manifestações, de acordo com a imprensa da Bolívia, ocorreu na capital administrativa do país, La Paz, na capital constitucional, Sucre, e também nas cidades de Santa Cruz de la Sierra, El Alto e Cochabamba.
Os manifestantes afirmam que Morales deveria ser impedido de concorrer em respeito ao resultado de um referendo nacional, realizado em fevereiro de 2016.
Na ocasião, 51,3% dos eleitores votaram 'não' à proposta do presidente de mudar a Constituição e permitir um número ilimitado de reeleições. Os outros 48,7% disseram 'sim'.
Os defensores de Morales alegam que, com um resultado apertado dessa maneira, a decisão deveria ficar a cargo do Supremo Tribunal Eleitoral. A corte decidiu a favor da mudança no fim de novembro e, na última terça-feira, confirmou o registro de candidatura do presidente.












