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Protestos em várias cidades egípcias deixam ao menos um morto e sete feridos

Manifestantes pedem renúncia de presidente, enquanto partidários mostram apoio ao líder

Internacional|Da Ansa, com R7

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A praça Tahrir está tomada de opositores ao regime
A praça Tahrir está tomada de opositores ao regime

O Egito foi tomado por protestos neste domingo (30), dia em que o presidente islamita Mohammed Mursi completou um ano no poder. Enquanto partidários do governo saem às ruas para apoiar o líder, os opositores pedem a renúncia do mandatário.

Até o momento, os protestos deixaram um morto e sete feridos na cidade de Beni Suef. 

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Já na capital, Cairo, os manifestantes estão concentrados na praça Tahrir, símbolo da revolução que levou ao fim do regime do ex-presidente Hosni Mubarak, e em frente ao palácio presidencial de Ittahadeya.

Milhares de bandeiras egípcias e de cartazes vermelhos com a escrita "vai embora" estão sendo erguidos pelos manifestantes que lotam a praça Tahrir, gritando slogans contra o mandatário.

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Um forte esquema de segurança está controlando todos os acessos ao local.

Ao menos 18 pessoas foram detidas enquanto estavam viajando de Alexandria até o Cairo levando armas e munições. No total 413 pessoas que queriam se infiltrar nas manifestações foram presas.

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Centenas de manifestantes estão em frente ao palácio presidencial, que está sendo protegido maciçamente pelas forças de segurança.

Todas as estradas de acesso ao local foram fechadas e blocos de concreto foram posicionados em volta do prédio para impedir invasões dos manifestantes, que colocaram em volta das barreiras um grande cartaz com a imagem de Mursi barrada com um grande X.

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Protestos com milhares de pessoas foram também realizados nas cidades de Port Said, Sharkiya, Kafr el Sheikh, Gharbiya, Menoufiya e Alexandria.

Duas sedes da Irmandade Muçulmana, partido de Mursi, foram incendiadas em Beni Suef e uma em Daqhaleya.

Tumultos entre manifestantes favoráveis ao presidente e oposicionistas estão sendo registrados em várias localidades do país.

Em uma longa entrevista ao jornal britânico The Guardian, o presidente Mursi rejeitou a hipótese de renunciar e declarou que "não tem espaço para as discussões sobre esse ponto".

— Se mudássemos alguém eleito segundo a legitimidade constitucional, terá sempre alguém que irá se opor ao novo presidente. Uma semana ou um mês depois pediram também para ele renunciar.

O presidente egípcio acusou os "restos do velho regime" de ter organizado os protestos, afirmando que "podem acontecer manifestações e as pessoas podem expressar suas opiniões, mas o ponto crucial é a aplicação da constituição".

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