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Protestos na França: ‘Maior prejudicado é o voto no centro’, diz professor

Prédios históricos foram destruídos e 2.000 pessoas foram presas; Leonardo Trevisan analisa impacto nas próximas eleições

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Protestos na França contra o alto custo de vida resultaram na prisão de mais de 2.000 pessoas e destruição de prédios históricos.
  • O professor Leonardo Trevisan destaca a necessidade de diferenciar manifestação democrática de atos de destruição.
  • A crise econômica na França, com um déficit de mais de 120% em relação ao PIB, é considerada insustentável.
  • Os protestos podem impactar as eleições de abril, enfraquecendo o governo de Macron e prejudicando o voto de centro.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A Europa enfrenta uma onda de protestos contra o alto custo de vida, inflação, crise habitacional e precarização dos serviços públicos. Na França, mais de 2.000 pessoas foram presas e prédios históricos acabaram destruídos. Em Paris, o cenário foi de guerra. As ruas ficaram cobertas de vidros, carros foram queimados e lojas saqueadas. O protesto que começou na França já se espalha por Espanha, Portugal e Itália.

Para o professor de relações internacionais da ESPM, Leonardo Trevisan, em entrevista ao Conexão Record News desta segunda-feira (19), é preciso separar manifestação democrática de destruição. Ele também lembra que os atos começaram para denunciar a precarização do sistema educacional francês, trazendo à tona a grave crise econômica do país.

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“A França tem hoje um déficit de mais de 120% em relação ao PIB, ou seja, o Estado gasta todo ano 5% a mais do que arrecada. Isso é uma situação insustentável”.

Trevisan também chama a atenção para as eleições que ocorrem em abril do ano que vem na França. Com o governo de Emmanuel Macron enfraquecido, a extrema direita francesa tem a possibilidade de alcançar o governo num próximo mandato, mas foi a extrema esquerda que foi às ruas.

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“Da mesma forma que sempre, lá nos Estados Unidos você mexe no diesel para pensar no voto, aqui você criou uma situação de absoluta desestabilização do governo de Macron para tirar vantagem na eleição de abril”, complementa. E completa: “Talvez o maior prejudicado com essas cenas todas de vandalismo, com essa situação toda, seja uma política de centro. Um voto mais no centro, um voto mais fora dos dois extremos. O alvo da violência é impedir esse voto. Pelo que se está fazendo, até agora eles foram mais ou menos vitoriosos nessa tentativa de evitar um voto que não seja nem do radicalismo de direita e nem do radicalismo de esquerda nas eleições do próximo abril, nas eleições para presidência”.

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