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Protestos na Venezuela se espalham por áreas pobres e deixam mais 2 mortos

Internacional|Do R7

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Por Alexandra Ulmer e Corina Pons

CARACAS (Reuters) - Venezuelanos em áreas pobres bloquearam ruas e acenderam fogueiras durante protestos que se disseminaram por todo o país na noite de terça-feira, e duas pessoas morreram nos crescentes tumultos crescentes em meio a uma crise econômica debilitante.

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Emitindo um sinal preocupante para o presidente de esquerda Nicolás Maduro, grupos das favelas tradicionalmente pró-governo de Caracas e de bairros de baixa renda foram às ruas, relataram testemunhas e parlamentares da oposição.

Os adversários de Maduro se sentiram encorajados pelas imagens de uma multidão no Estado Bolívar, no sudoeste do país, zombando e atirando objetos contra o líder cuidadosamente protegido durante um evento na terça-feira, antes de a emissora estatal interromper a transmissão.

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No Estado de Lara, no oeste, duas pessoas de 14 e 36 anos de idade foram mortas durante os distúrbios de terça-feira, de acordo com o governador oposicionista Henri Falcón, que disse que após um blecaute "infiltrados" e "delinquentes" armados circularam pela cidade.

"Eles passam pelos bairros e atiram nas pessoas que estão protestando", contou Falcón, ex-membro do governista Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), clamando por uma negociação para pôr fim à crise política da Venezuela.

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A oposição diz que Maduro, que tomou posse há quatro anos, se transformou em um ditador depois que o Tribunal Supremo de Justiça decidiu assumir as funções do Congresso de maioria opositora no final de março.

A corte reverteu rapidamente a parte mais polêmica da decisão, mas a medida deu novo fôlego ao fraturado movimento oposicionista.

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Dois jovens já haviam sido mortos em protestos na semana passada, segundo as autoridades. Muitas pessoas preveem mais episódios de violência em um país assolado pelo crime e que tem um dos maiores índices de homicídio do mundo.

Testemunhas disseram que moradores de vários bairros da classe trabalhadora de Caracas interditaram ruas com lixo ou destroços em chamas, e descreveram brigas de rua e choques com forças de segurança. A capital parecia calma na manhã desta quarta-feira, mas algumas ruas estavam chamuscadas e repletas de vidros partidos.

As autoridades do governo não deram um relato oficial dos acontecimentos, e o Ministério da Informação não respondeu a um email pedindo comentários.

Os rivais de Maduro exigem que o governo convoque as adiadas eleições estaduais, que pesquisas de opinião apontam que o partido governista não sairia vencedor. Eles também querem uma eleição presidencial antecipada, já que o governo frustrou a tentativa de convocação de um referendo contra o presidente.

Em meio ao que a oposição classificou como uma repressão à dissidência, cerca de 71 pessoas foram presas na terça-feira, de acordo com o grupo de direitos humanos Penal Forum.

(Reportagem adicional de Eyanir Chinea, Brian Ellsworth, Diego Ore, Miguel Angel Sulbaran, Liamar Ramos, Felix Carrillo e Maria Ramirez)

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